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Resultado misto da Ambev (ABEV3) cai como água no chope para investidores e ações despencam 7%

Fabricante de bebidas reportou na manhã desta quinta-feira o seu balanço do 4T23, com alguns números abaixo do consenso

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As ações da Ambev (ABEV3) estão entre as maiores quedas do Ibovespa desta quinta-feira, 29 (Ambev/Divulgação)

As ações da Ambev (ABEV3) estão entre as maiores quedas do Ibovespa desta quinta-feira, 29 (Ambev/Divulgação)

No intradia desta quinta-feira, 29, a maior queda do Ibovespa é da Ambev (ABEV3). Por volta das 13h, os papéis da fabricante de bebidas caiam 7,03%. E a “água no chope” que faz as ações recuarem vem do balanço do quarto trimestre, que trouxe números considerados mistos pelos analistas.

Em relatório, os analistas da Genial Investimentos destacam que a Ambev no 4T23 reportou uma receita fraca e abaixo do que era esperado, mas as margens ficaram acima das projeções. “Vimos um relevante recuo na receita líquida, prejudicada por Argentina (segmento LAS) e Canadá, mas uma importante expansão de margens”, dizem. No período, a companhia contabilizou uma receita de R$ 19,9 bilhões e uma margem Ebitda de 35,8%.

Já o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) lembra que outro indicador da Ambev que ficou aquém do esperado foi o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). No último trimestre de 2023, a companhia apurou R$7,1 bilhões — ou R$6,9 bilhões se normalizado para créditos fiscais não recorrentes no Brasil —, um desempenho 6% abaixo do consenso. “Mesmo excluindo LAS da base de comparação, o Ebitda teria sido 5% inferior. O lucro líquido também ficou abaixo das nossas estimativas em 6,5%, a R$4,4 bilhões”, dizem os analistas.

Por outro lado, para o Itaú BBA o Ebitda da Ambev não foi algo negativo, visto que o número ainda ficou 4% acima da estimativa do banco. Contudo, os analistas frisam que embora as operações no Brasil tenham correspondido às expectativas, os negócios internacionais ficaram defasados no trimestre. “Com a maior parte da perda vindo de efeitos cambiais pontuais relacionados à desvalorização do peso argentino (ARS).”

O que esperar da Ambev (ABEV3) em 2024?

E se de um lado os números reportados no 4T23 não agradaram a todos, a expectativa para a Ambev em 2024 parece ainda menos otimista. O BBA diz que o guidance divulgado pela companhia parece “conservador”. “Isso quando comparado tanto com nossa previsão quanto com o consenso”, dizem os analistas em relatório.

O BTG ainda pontua que a Ambev trouxe uma mensagem menos otimista sobre o custo de vendas da cerveja no Brasil para este ano. “Agora espera-se que diminua entre 0,5-3% a/a. Acreditamos que o consenso esperava algo na faixa de um dígito média a um dígito alto”, dizem. Os analistas ainda destacam que o mix de produtos da companhia foi apontado como um desafio, sendo que a empresa afirmou que “trabalhará para entregar crescimento do Ebitda de vendas e expansão da margem, com um equilíbrio maior entre ganhos de volume e precificação”.

Já a Genial diz que, olhando para os próximos trimestres, está com um viés baixista para as commodities trigo e milho, o que leva os analistas a acreditar que ainda há espaço para novas “pequenas expansões” de margens nos próximos exercícios. “Contudo, em nossa visão, o potencial de crescimento da companhia é limitado, e não identificamos melhorias nos horizontes de curto a médio prazo nos segmentos LAS (América Latina do Sul) e Canadá, além de vermos pouco upside em relação ao preço atual de tela.”

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