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Até agora, nos EUA, as empresas de tecnologia dominam o chamado clube do trilhão de dólares de valor de mercado. A Apple quebrou o teto pela primeira vez em 2018. A Microsoft recentemente ultrapassou a marca de US$ 3 trilhões e atualmente comanda a maior capitalização de mercado no S&P 500.

A Nvidia tem flertado com a marca de US$ 2 trilhões, enquanto Amazon, Alphabet e Meta negociam acima de uma avaliação de US$ 1 trilhão. A Tesla entrou para as fileiras de elite do clube em 2021, mas desde então saiu do grupo.

De acordo com a Bloomberg, duas empresas de fora desse mundo da tecnologia estão dando fortes sinais de que podem entrar nesse clube de elite.

A Berkshire Hathaway, o conglomerado de negócios do lendário Warren Buffett, tem avaliação de mercado de quase US$ 900 bilhões. Já a Eli Lilly, a maior fabricante de medicamentos do mundo, viu seu valor de mercado triplicar nos últimos dois anos para mais de US$ 700 bilhões.

Apesar do intenso apetite de Wall Street por tecnologia e inteligência artificial, Berkshire e a Lilly conseguiram valorizar seus papéis em 15% e 59%, respectivamente, no ano passado. Enquanto a empresa de Buffett relatou lucros operacionais crescentes de sua mistura de negócios que envolve seguros, energia, ferrovias, alimentos etc, a Lilly disparou com a previsão de alta de demanda por seus medicamentos para perda de peso Mounjaro e Zepbound.

Se qualquer uma das ações replicasse seus ganhos de 2023 nos próximos meses, elas ultrapassariam a marca do US$ 1 trilhão, juntando-se às fileiras dos gigantes da tecnologia, incluindo Apple, Microsoft e Nvidia.

De acordo com a Bloomberg, o consenso no mercado é de que o caminho é longo para a Lilly chegar ao marco do US$ 1 trilhão. Alguns analistas têm expectativa de preço médio de US$ 777 por ação para a Lilly, colocando-a em uma avaliação inferior a US$ 750 bilhões no próximo ano

se Berkshire atingir a marca de US$ 1 trilhão, isso se deve, em parte, ao sucesso de um dos gigantes da tecnologia: a Apple é o principal negócio na carteira de ações da empresa. Buffett acumulou uma participação de aproximadamente US$ 165 bilhões. A alta de 48% das ações da Apple no ano passado reforçou essa posição.

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