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Renda fixa ganha fôlego com nova Selic

Com a elevação da taxa de juros para 10% ao ano, os fundos de renda fixa voltam a ficar mais competitivos


	Bovespa: segundo estudo, fundos de renda fixa com taxas de administração de até 1% ao ano passam a render mais do que a poupança seja qual for o prazo de resgate
 (Marcos Issa/Bloomberg)

Bovespa: segundo estudo, fundos de renda fixa com taxas de administração de até 1% ao ano passam a render mais do que a poupança seja qual for o prazo de resgate (Marcos Issa/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 28 de novembro de 2013 às 07h09.

São Paulo - Com a elevação em 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic) pelo Copom - para 10% ao ano -, os fundos de renda fixa voltam a ficar mais competitivos para as carteiras dos investidores.

Segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), fundos de renda fixa com taxas de administração de até 1% ao ano passam a render mais do que a poupança seja qual for o prazo de resgate. À taxa de 1,5%, o rendimento da caderneta só se iguala aos fundos se o resgate for de até seis meses.

"Daqui para a frente, a renda fixa começa a reverter aquela vantagem que a poupança tinha", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de Estudos Econômicos da Anefac. "Até uma Selic de 9,5%, a poupança ganhava dos fundos na maioria das situações, por não ter (incidência do)imposto de renda e nem taxa de administração", afirma.

Na simulação da Anefac, com o novo patamar da Selic, a poupança rende ao ano 6,42% ao ano (6,17% mais a Taxa Referencial). Assim, um investimento de R$ 10 mil vai valer, ao fim de 12 meses, R$ 10.642. A mesma aplicação em um fundo com taxa de administração de 1,5% pagaria mais ao investidor, totalizando R$ 10.693.

Desde agosto, quando a Selic chegou a 9% ao ano, os rendimentos das poupanças antiga e nova foram igualados. Com a Selic maior do que 8,5%, ambas as cadernetas rendem 0,50% ao mês (6,17% ao ano) mais a variação da Taxa Referencial (TR).

Taxas

Com a Selic a 10%, a renda fixa começa a recuperar sua competitividade, atrelada, no entanto, a taxas de administração baixas, de até 1,5% - menos do que o investidor de pequeno porte costuma pagar.


De acordo com a Anefac, taxas de 0,5% ao ano costumam exigir aplicação de no mínimo R$ 50 mil. "Só os grandes aplicadores conseguem essas taxas. O investidor comum hoje costuma obter taxas entre 2% e 2,5% ao ano, esse é o padrão", afirma Oliveira, da Anefac. Com taxa de 2%, os fundos só seriam atrativos no longo prazo.

A partir de 2,5%, a caderneta ainda bate a renda fixa independentemente do prazo de resgate. Assim, resta ao pequeno investidor seguir na poupança ou buscar taxas de administração mais competitivas no mercado.

"O investidor comum consegue taxas mais baixas se ele sair do grande varejo bancário", afirma o educador financeiro Mauro Calil. "Ele consegue taxas de até 1,5% em bancos menores, comprando ele mesmo um CDB e uma LCI pela internet ou recorrendo às corretoras", diz.

Na avaliação de Calil, uma boa opção para o pequeno investidor é recorrer a títulos públicos do Tesouro Direto. Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper, concorda. "Quem investe menos de R$ 5 mil reais dificilmente obterá taxas desse porte. A opção para o consumidor é ir ao Tesouro Direto e às corretoras para obter um melhor negócio", afirma.

"Se ele se sente mais confortável na poupança, pode permanecer. Mas, hoje, ele já consegue no Tesouro Direto rentabilidade melhor do que na caderneta", diz.

O coordenador afirma que os títulos públicos são vantajosos pois atendem a perfis diferentes de investidor. "O mais conservador pode buscar uma taxa referenciada à Selic. Já quem é mais agressivo pode fazer um balanceamento entre títulos referenciados ao IPCA, à Selic e pré-fixados", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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