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Por que a Bolsa cai após Flávio Bolsonaro confirmar candidatura à presidência

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou candidatura nas redes sociais; para analistas do mercado, decisão diminui chance de alternância de poder

Flavio Bolsonaro em 2026: forte, mas não o bastante para vencer no 2º turno, dizem analistas (Adriano Machado/Reuters)

Flavio Bolsonaro em 2026: forte, mas não o bastante para vencer no 2º turno, dizem analistas (Adriano Machado/Reuters)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 5 de dezembro de 2025 às 16h19.

Última atualização em 5 de dezembro de 2025 às 18h51.

O Ibovespa não só perdeu o patamar recorde de 165 mil pontos que havia alcançado no começo da manhã, como também teve seu pior dia do ano ao cair 4,25% após a confirmação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, em 2026, que alterou o cenário político considerado pelo mercado e elevou a percepção de risco.

Um estrategista que a EXAME ouviu diz que o mercado não acredita em uma vitória do senador no segundo turno das eleições, diminuindo as chances de uma alternância de poder.

"Um filho de Bolsonaro pode chegar ao segundo turno, mas não seria competitivo para vencer", afirma. "Acabaria atrapalhando a candidatura de um dos governadores, que é o desejo do mercado".

Volatilidade de 2026

Para Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, a queda desta sexta-feira pode ser considerada "a primeira amostra de volatilidade de 2026".

"O mercado aguardava um apoio a Tarcísio e uma coalizão da direita em torno do nome dele", afirmou.

Para Flávio Conde, analista da Levante Investimentos, a escolha de Flávio Bolsonaro é ruim pelo risco de dividir votos da direita e centro, fortalecendo a continuidade do atual governo no segundo turno.

"As pesquisas indicam que boa parte dos eleitores quer alguém que não tenha o sobrenome Bolsonaro que perdeu muita força e se tornou um 'tirador' de votos", afirma.

Às 16h16 (horário de Brasília), o Ibovespa caia mais de 4%, aos 157.749 pontos. O dólar disparava 3% a R$ 5,467.

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