Acompanhe:

O petróleo fechou em baixa nesta segunda-feira, 4, pressionado pela percepção de que os cortes voluntários de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) são insuficientes para manter o mercado apertado.

No entanto, as perdas são limitadas pela sinalização da Arábia Saudita de que a restrição da oferta poderá ser prolongada, e pelas tensões geopolíticas aumentadas no Oriente Médio após ataque a navio dos EUA.

O petróleo WTI para janeiro fechou em baixa de 1,39% (US$ 1,03), a US$ 73,04 o barril. O Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 1,07% (US$ 0,85), a US$ 78 03 o barril.

A movimentação dos preços após a reunião da Opep+ no último dia 30 sugere incerteza dos investidores com o resultado do encontro. Não houve um anúncio conjunto de limitação da oferta do cartel, ficando a cargo de alguns países anunciarem suas próprias medidas voluntárias.

"Há claramente uma falta de unidade em torno dos cortes recentes então o cumprimento do acordo será uma questão importante. E com os mercados aparentemente antecipando uma maior desaceleração econômica no próximo ano, o anúncio simplesmente não vai suficientemente longe", levantou o analista Craig Erlam, da Oanda, em relatório a clientes. "Esse é mais um grande corte de oferta, mas quanto dele será realmente entregue? Estaremos no limite daquilo que a aliança está disposta a alcançar para equilibrar os mercados?", questionou.

Porém, o ministro de energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, disse que há chance de os cortes na produção da Opep+ serem estendidos para além do primeiro trimestre de 2024, o que ajudou a reduzir a queda da cotação da commodity. "Isso poderia impactar significativamente a oferta de petróleo em um período que se tem uma recuperação sazonal da demanda global por petróleo e derivados", apontou a analista Isabela Garcia, da StoneX.

O mercado repercute também o ataque ao navio de guerra dos EUA e a várias embarcações comerciais no Mar Vermelho no domingo. Os hutis, do Iêmen, reivindicaram a autoria da investida, e o Pentágono acusou o Irã de permitir os ataques. A ameaça de envolvimento de outros países grandes produtores de petróleo - tal qual Irã - na guerra entre Israel e Hamas vem sendo um dos riscos altistas mais monitorados desde o estopim do conflito.

Créditos

Últimas Notícias

Ver mais
Donas da Ozempic e Mounjaro dobram de tamanho em um ano e superam valor de todo o mercado brasileiro
seloMercados

Donas da Ozempic e Mounjaro dobram de tamanho em um ano e superam valor de todo o mercado brasileiro

Há 10 horas

BCE pode ter razões para cortar juros antes do Fed pela primeira vez, diz Gavekal
seloMercados

BCE pode ter razões para cortar juros antes do Fed pela primeira vez, diz Gavekal

Há 12 horas

Mega-Sena acumulada: quanto rendem R$ 120 milhões na poupança
seloMercados

Mega-Sena acumulada: quanto rendem R$ 120 milhões na poupança

Há 12 horas

Na expectativa dos resultados do 4T23, BRF (BRFS3) dispara no Ibovespa e puxa alta de frigoríficos
seloMercados

BRF (BRFS3) dispara no Ibovespa e puxa alta de frigoríficos

Há 13 horas

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais