Brasil

Governo Lula zera PIS e Cofins do diesel para conter impacto da guerra no petróleo

Medida tenta conter impacto da guerra envolvendo Irã, EUA e Israel no preço dos combustíveis no Brasil

Publicado em 12 de março de 2026 às 12h28.

Última atualização em 12 de março de 2026 às 12h29.

O governo federal anunciou nesta quinta-feira que vai zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para conter a alta do combustível provocada pela escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A decisão foi apresentada no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da guerra cheguem ao povo brasileiro”, afirmou o presidente.

Participaram do anúncio os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Governo diz que medida não altera política da Petrobras

Segundo Haddad, a redução dos tributos não interfere na política de preços da Petrobras.

“As medidas tomadas aqui não afetam em absolutamente nada e são independentes da política de preços da Petrobras, que seguem seu ritmo de previsibilidade e sustentação da companhia em bases absolutamente sólidas”, afirmou o ministro. "É um conjunto de medidas temporárias e estamos confortáveis que evitaremos impacto sobre a população", disse.

Alta do petróleo pressiona combustíveis

A avaliação do governo é que, até agora, as oscilações do preço internacional estão dentro do esperado, apesar da forte volatilidade provocada pela guerra.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia afirmou que, “apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada”.

Mesmo assim, o preço do petróleo voltou a subir nesta semana e se aproximou de US$ 100 por barril.

A alta ocorre após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmar que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado por “muito tempo”.

A passagem marítima é considerada estratégica para o escoamento do petróleo do Golfo Pérsico. Atualmente, o fluxo de navios na região opera com cerca de 10% do tráfego habitual.

Pelo estreito passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, o que faz da região um dos pontos mais sensíveis para o mercado internacional de energia.

*Com O Globo

Acompanhe tudo sobre:Governo LulaPetróleoEstreito de OrmuzÓleo diesel

Mais de Brasil

Eleições 2026: quem são os possíveis candidatos ao Senado em Pernambuco?

Investimento em rodovias multiplica por até 4,7 vezes o PIB do transporte

De armas a facções: o que muda com o novo acordo entre Brasil e EUA

BNDES mira projetos de infraestrutura social em segurança pública