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Nubank no 1º tri: teste da inadimplência. O que esperar do balanço

Analistas estimam prejuízo para a fintech e ficam atentos ao crescimento da carteira de crédito
Nubank da NYSE: fintech brasileira listada nos EUA deve apresentar prejuízo (Reuters/Brendan McDermid)
Nubank da NYSE: fintech brasileira listada nos EUA deve apresentar prejuízo (Reuters/Brendan McDermid)
Por Beatriz QuesadaPublicado em 13/05/2022 06:15 | Última atualização em 13/05/2022 09:12Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O Nubank (NU, NUBR33) divulga seu balanço do primeiro trimestre de 2022 na próxima segunda-feira, 16, após o fechamento de mercado. A maior fintech da América Latina deve registrar prejuízo nos três primeiros meses do ano: a perda deve ficar em torno de R$ 416 milhões segundo estimativa média dos bancos BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da Exame) e Itaú BBA. Já a receita deve ficar R$ 2,3 bilhões segundo o BBA – o BTG não tem estimativas para o dado.

O foco dos investidores, no entanto, deve se voltar para a carteira de crédito do banco. A grande questão é se a fintech está sendo capaz de expandir a concessão de empréstimos sem aumentar a taxa de inadimplência. 

Vale lembrar que o momento de alta de juros é desafiador para o setor de crédito. Isso porque, conforme a taxa Selic sobe, o dinheiro fica mais caro e o consumidor tem maior dificuldade em honrar suas dívidas, aumentando os níveis de inadimplência.

Ainda assim, a expectativa dos analistas é de que o Nubank consiga entregar crescimento na frente de crédito sem garantia – como é o caso do crédito pessoal – mantendo o fluxo de pagamentos.

“O Nubank provavelmente será o ponto fora da curva entre os bancos digitais, com crescimento mais rápido da carteira de crédito e menor pressão sobre o NPL [Non Perfoming Loan, indicador de empréstimos não pagos]”, informou relatório do Itaú BBA.

A visão é compartilhada pelo BTG, que projeta a carteira de crédito bruta crescendo cerca de 30% na comparação trimestral, com cartões de crédito e empréstimos pessoais crescendo 25% e 45%, respectivamente.

“Nós esperamos crescimento líquido da carteira de crédito remunerado (crédito rotativo + crédito pessoal) de cerca de US$ 700 milhões na comparação trimestral – acima do que vimos no quatro trimestre de 2021”, escreveram os analistas em relatório.

José Augusto Albino, sócio-fundador da Catarina Capital, lembra ainda que o negócio de crédito é novo na operação do Nubank, e destaca que o sucesso do segmento pode validar a tese de investimento na empresa. 

“A grande tese é que o Nubank consegue trazer novas soluções financeiras para dentro de sua plataforma, alcançando sinergias dentro de uma base de clientes bastante ativa. No caso do crédito, o desafio é escalar a operação sem aumentar a inadimplência”, avaliou Albino.

A gestora, especializada em investimentos em tecnologia, investiu na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Nubank, mas zerou a posição na empresa há cerca de um mês, preocupada com as condições de mercado. Segundo Albino, foi um movimento técnico de curto prazo, que pode ser revertido dependendo do resultado do balanço e do desempenho das ações.

Tanto o Itaú BBA quanto o BTG Pactual também enxergam um cenário desfavorável para a ação, e recomendam a venda dos papéis apesar da visão construtiva para o crescimento da carteira de crédito.

“Somos fãs da história do Nubank. No entanto, com a piora do cenário macroeconômico, inflação mais forte e taxas de juros mais altas, naturalmente estamos mais preocupados com a deterioração da qualidade dos ativos, especialmente nos segmentos de empréstimos de baixa renda e sem garantia, aos quais o Nubank tem maior exposição”, afirmaram os analistas do BTG.

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Volatilidade pós lock-up

Além da reação aos números do balanço, existe outro fator que pode mexer com as ações do Nubank na próxima semana. Isso porque a fintech antecipou o fim do período de lock-up para a mesma data do balanço.

O período de lock-up é uma cláusula contratual que define um intervalo após a oferta inicial de ações no qual investidores – geralmente ligados à empresa – não podem vender seus papéis. Com o fim do lock-up, é natural que exista uma pressão vendedora nas ações. 

A justificativa para a antecipação do fim do lock-up foi diminuir os eventos de volatilidade para os papéis do Nubank, unindo o fim da cláusula ao balanço. A decisão, no entanto, foi mal recebida e pode ter consequências polêmicas.

“Se o balanço do Nubank for negativo e houver uma pressão vendedora dos investidores em lock-up, o mercado vai começar a se perguntar se os grandes nomes que apostaram na fintech deixaram de acreditar na tese”, explicou Albino.

As estimativas do Bradesco BBI apontam que o fim da cláusula pode liberar 854 milhões de ações no mercado.