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A maior alta do Ibovespa desta quarta-feira, 21, é da Weg (WEGE3). Depois de reportar um crescimento anual de 46,2% em seu lucro líquido no quarto trimestre de 2023, para R$ 1,74 bilhão, por volta das 13h15, os papéis da fabricante de motores elétricos subiam 6,07%.

Para os analistas do Itaú BBA, os resultados que a Weg divulgou apresentaram uma “boa evolução”. Segundo eles, mesmo ao ajustar os ganhos pontuais relacionados ao fiscal, o lucro por ação (LPA) da companhia superou a previsão em 10%, com surpresas positivas tanto no top line quanto na lucratividade.

Além disso, eles citam que a divisão de Transmissão e Divisão (T&D) teve uma forte contribuição para esse resultado. “Em nossa visão, a crescente exposição a esse segmento pode ser a razão pela qual a rentabilidade da Weg não está se inclinando para baixo, como tem sido o caso de pares como ABB, Siemens e Nidec”, dizem. A recomendação do banco para a companhia é neutra.

Weg (WEGE3) tem resultados fortes, mas 2024 é incerto

Já o Goldman Sachs, que também tem recomendação neutra, destaca que no balanço do quarto trimestre da Weg alguns indicadores ficaram acima das estimativas. Eles destacam o Ebitda de R$ 1,8 bilhão (4% a mais que o previsto) e a margem Ebitda de 21,4% (acima da previsão de 20,6%), a exemplo disso.

Mesmo assim, os analistas parecem relativamente cautelosos. “A Weg ressaltou que a acomodação das principais matérias-primas da sua estrutura de custos (aço e cobre), aliada a um melhor mix de produtos, foram fatores importantes para a evolução da margem bruta — provavelmente não sustentável no longo prazo, a nosso ver”, dizem.

O banco permanece com recomendação neutra para a fabricante de motores, destacando que a aceleração da receita líquida foi positiva, mas que o crescimento permanece em um único dígito. “Além disso, como um lembrete, também modelamos alguma contração da margem Ebitda e o aumento da taxa de impostos em 2024.”

Enquanto isso, o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME), concorda que a expansão da receita líquida foi mais fraca do que era esperada, mas deve ser auxiliada pela integração da Regal Rexnord ainda neste ano. “Por outro lado, a capacidade da WEG de sustentar uma margem sólida reflete a eficiência operacional da empresa e o rico portfólio construído nos últimos anos.”

O banco mantém a recomendação de compra para WEGE3, mas reconhece que os resultados da companhia devem desacelerar neste ano. “Devido ao crescimento mais fraco da receita líquida e a uma taxa de imposto mais alta.”

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