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LDO e OGX no foco local com cena externa indefinida

A petrolífera OGX de Eike Batista divulgará os amplamentes aguardados relatórios de reservas elaborados pela DeGolyer & MacNaughton

Empresa de Eike é destaque para mercados nacionais (André Valentim/EXAME)

Empresa de Eike é destaque para mercados nacionais (André Valentim/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 15 de abril de 2011 às 08h28.

São Paulo - A divulgação de informações sobre o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2012 é um dos destaques na pauta brasileira nesta sexta-feira. Na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em entrevista à Reuters que o governo pretende estabelecer o equivalente a 3 por cento do PIB como meta de superávit primário em 2012, dentro da expectativa de que a economia cresça 5 por cento no período.

Outro destaque do dia está reservado para após o fechamento: a petrolífera OGX, de Eike Batista, divulgará os amplamentes aguardados relatórios de reservas elaborados pela DeGolyer & MacNaughton.

Da cena internacional, a influência ainda era indefinida. A confirmação da aceleração da inflação na China para a máxima em 32 meses trouxe preocupação com mais aperto monetário naquele país, enquanto o corte do rating da Irlanda pela Moody's reavivou preocupações sobre os problemas de dívida em países da região, enfraquecendo o euro.

A inflação anual ao consumidor chinês acelerou a 5,4 por cento em março, ante 4,9 por cento em fevereiro, conforme a NBS, acima dos 5,2 por cento esperados. E fechou o primeiro trimestre com taxa igual a 5 por cento. Os preços ao produtor subiram 7,3 por cento no mês passado ante 7,2 por cento em fevereiro e prognóstico de alta de 7,2 por cento. No ano, avançara, 7,1 por cento.

A moeda única europeia era transacionada a 1,4457 dólar às 7h55, em queda de 0,2 por cento, o que influenciava o avanço de 0,14 por cento do índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais moedas globais. Ante a divisa japonesa, o dólar cedia 0,24 por cento, a 83,34 ienes.

A Moody's reduziu o rating da Irlanda em dois níveis, de BAA1 para BAA3 e manteve a perspectiva negativa devido à expectativa de declínio no fortalecimento financeiro do governo, perspectivas de enfraquecimento do crescimento econômico do país e incertezas sobre testes de solvências exigidos pelo Mecanismo de Estabilização Europeu.

No segmento acionário, não havia direção comum, com o futuro do norte-americano S&P-500 em queda de 0,11 por cento --1,50 ponto. A cautela prevalecia antes da divulgação de resultados corporativos: além da repercusssão aos números do Google apresentados após o fechamento na véspera, Bank of America informa balanço nesta sessão. Há ainda na pauta dados de inflação e confiança do consumidor dos EUA.

O europeu FTSEurofirst 300, por sua vez, avançava 0,20 por cento, enquanto o índice MSCI para ações globais cedia 0,07 por cento e para ações emergentes perdia 0,17 por cento. O MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,47 por cento. Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,65 por cento com papéis de empresas fabricantes de chips. O índice da bolsa de Xangai subiu 0,26 por cento.

Entre as commodities, os dados da China chegaram a afetar negativamente os preços, mas o petróleo retomava o viés de alta e subia 0,08 por cento, a 108,19 dólares, nas operações eletrônicas em Nova York. E o cobre ganhava 0,30 por cento em Londres.

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