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Juros futuros abrem em alta com IPCA e S&P

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,37% em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


	Às 11h03, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2014 tinha taxa de 8,56%, na mínima, ante 8,57% no ajuste de ontem
 (Alexandre Battibugli/EXAME)

Às 11h03, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2014 tinha taxa de 8,56%, na mínima, ante 8,57% no ajuste de ontem (Alexandre Battibugli/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 7 de junho de 2013 às 13h37.

São Paulo - Os juros futuros abriram em alta na manhã desta sexta-feira, 7, em resposta à inflação oficial em maio no País e, sobretudo, à ameaça de rebaixamento da nota de risco do Brasil. Porém, a sessão é marcada por forte influência do dólar e do exterior. Por isso, as taxas acompanharam, em um segundo momento, a desaceleração da moeda norte-americana. Nos EUA, saíram dados de emprego em maio.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,37% em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa taxa foi menor do que a de 0,55% registrada em abril e que a mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, serviço especializado do Broadcast, de (0,38%).

Além disso, alguns analistas destacaram a redução da difusão da alta de preços. Nos cálculos do Besi Brasil, a difusão passou de 65,80% em abril para 63%. No entanto, no acumulado em 12 meses até o mês passado, a inflação ficou no teto da meta, de 6,5% e, segundo IBGE, tende a ultrapassar essa taxa em junho.

Na quinta-feira, 6, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou as perspectivas do rating brasileiro, tanto em moeda estrangeira (BBB) quanto em local (A-), de estável para negativa.

Segundo a S&P, "a perspectiva negativa reflete a probabilidade de pelo menos uma em três de que uma elevação da carga de dívida do governo e uma erosão da estabilidade macroeconômica possam levar a um rebaixamento do rating do Brasil ao longo dos próximos dois anos".


"A continuidade de um crescimento econômico lento, fundamentos fiscais e externos mais fracos e alguma perda de credibilidade da política econômica, tendo em vista sinais ambíguos de políticas, poderiam diminuir a capacidade do Brasil de gerir um choque externo", disse, em comunicado.

A LCA Consultores avaliou que a medida "aumentará a pressão sobre a taxa de câmbio e a dificuldade do governo de melhorar a qualidade do financiamento externo". A pressão no câmbio, por sua vez, é repassada às expectativas de inflação e, portanto, aos juros futuros. Assim, tanto dólar como juros futuros iniciaram a sessão pressionados para cima.

Porém, houve arrefecimento das altas. Isso começou a ocorrer após a divulgação do resultado de criação de empregos acima do esperado nos Estados Unidos. Em tese, a recuperação norte-americana abriria espaço para a redução de estímulos monetários pelo Federal Reserve e, portanto, alta do dólar ante o real.

Contudo, a primeira leitura foi de que ainda não há retomada tão forte para o desmonte das medidas de estímulo. A desaceleração dos ganhos do dólar ante o real também está relacionada a ajustes técnicos de preços e à cautela dos investidores.

Às 11h03, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2014 tinha taxa de 8,56%, na mínima, ante 8,57% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 apontava 9,20%, de 9,22% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2017 marcava 9,95%, mínima, ante 9,93%.

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