Ibovespa em alta: otimismo toma conta dos mercados globais (Germano Lüders/Exame)
Repórter de Invest
Publicado em 2 de julho de 2026 às 10h48.
O Ibovespa sobe 1,32%, aos 174 mil pontos, nesta quinta-feira, 2, em uma abertura positiva acompanhando o alívio dos mercados globais após a divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Por volta das 10h40 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,49%, cotado a 5,18.
Entre os principais destaques do índice, Vale (VALE3) sobe 1,15% e Petrobras (PETR4) avança 0,74%. No setor financeiro, Itaú Unibanco (ITUB4) sobe 1,32%, Bradesco (BBDC4) avança 1,25%, Banco do Brasil (BBAS3) tem alta de 0,91% e B3 (B3SA3), 0,97%.
Entre as principais altas, aparecem CSN (CSNA3), 3,27%; Magazine Luiza (MGLU3), 3,16%; e C&A Modas (CEAB3), 3,62%. Do lado negativo, estavam Engie Brasil (EGIE3), -2,42%; Marfrig (MBRF3), -1,94%; e Assaí (ASAI3), -0,81%.
O head de análise da GTF Capital, Artur Horta, destacou o impacto direto nas expectativas de juros. "O mercado ficou mais tranquilo com relação à alta de juros (no Federal Reserve) e inclusive lá nos Estados Unidos era esperada uma alta para outubro e depois desse dado ela passou para dezembro."
"Então a gente tem uma abertura muito positiva para bolsas no geral, sobretudo por conta do dado de Payroll. (...) Isso é muito positivo para a nossa bolsa aqui, para ativos de risco no geral. Por isso, a gente está vendo tanto a bolsa subir quanto o dólar operar para baixo", detalhou Horta.
O relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou a criação de 57 mil vagas em junho, abaixo das projeções de 110 mil a 115 mil. A taxa de desemprego subiu para 4,2%, enquanto a participação na força de trabalho caiu para 61,5%.
No Brasil, os dados de inflação mostraram leve desaceleração. O IPC-S da quarta quadrissemana de junho subiu 0,36%, abaixo da alta de 0,45% registrada na leitura anterior. No acumulado de 12 meses, o indicador avança 4,32%.
Já na Zona do Euro, a taxa de desemprego permaneceu em 6,2% em maio, repetindo o nível de abril, segundo dados da Eurostat. O resultado ficou abaixo da previsão de 6,3% feita por analistas consultados pela FactSet.
O petróleo opera em queda, devolvendo parte dos ganhos recentes e retornando a níveis anteriores ao período de guerra no Irã. O movimento reflete a percepção de maior normalização da oferta global.
O West Texas Intermediate (WTI) era negociado a US$ 67,68 por barril, com queda de 1,31%, enquanto o Brent recuava 1,10%, a US$ 70,78 por barril. O Brent chegou a ultrapassar US$ 120 por barril no auge da guerra.
Seguem no radar as negociações entre EUA e Irã, ainda sem acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano.
Após a divulgação de um relatório de emprego mais fraco do que o esperado, que reforçou apostas de uma política monetária menos agressiva pelo Fed, o Dow Jones subia 0,5%, com alta de 275 pontos. O S&P 500 avançava 0,2%, enquanto o Nasdaq Composite registrava leve ganho de 0,1%.
A leitura do mercado é de que o dado reforça a probabilidade de o Fed adiar novos aumentos de juros, o que contribui para a sustentação dos ativos de risco. Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries de dois anos recuaram.
Os mercados europeus seguem em alta durante o pregão desta sessão, acompanhando o bom humor global. O Stoxx 600, que reúne ações de diversos países da Europa, sobe 1,19%, aos 646,91 pontos.
Na Alemanha, o DAX avança 1,66%, aos 25.456,18 pontos. No Reino Unido, o FTSE 100 sobe 0,93%, aos 10.575,62 pontos. Na França, o CAC 40 tem alta de 1,41%, aos 8.454,78 pontos. Já na Itália, o FTSE MIB registra ganho de 1,88%, aos 52.577,26 pontos.
Os mercados asiáticos fecharam de forma mista, com destaque negativo para a Coreia do Sul. O Kospi caiu 7,89%. Isso porque a Samsung caiu 9,06% e SK Hynix despencou 14,57%, pressionando o índice.
No Japão, o Nikkei 225 recuou 2,47%, enquanto o Topix teve leve alta de 0,09%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou estável. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,58%, enquanto o CSI 300 caiu quase 3%.