O dia tende a ser de volatilidade por conta da decisão do Banco do Japão (BoJ) de elevar os juros básicos do país a 0,75% ao ano (Germano Lüders/Exame)
Redação Exame
Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 10h35.
Última atualização em 19 de dezembro de 2025 às 14h14.
Depois de rondar a estabilidade na abertura com leve alta, o Ibovespa ampliou os ganhos na sessão desta sexta-feira, 19. O principal índice acionário da B3 avançava 0,77%, aos 159.121 pontos, enquanto o dólar registrava leve queda de 0,19%, cotado a R$ 5,512 por volta das 14h, revertendo a alta do início das negociações.
A bolsa brasileira sobe apoiada nas ações de grandes empresas, as blue chips. A Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4), de peso no índice, avançavam, assim como as de grandes bancos, com destaque para as preferencias do Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), que subiam 1,53% e 1,69%, respectivamente.
Os papéis do Ibovespa também avançam apoiado no recuo dos juros futuros, que contribui para o avanço de ações ligadas à economia cíclica.
O mercado opera com cautela à espera de dados dos Estados Unidos e da votação do Orçamento de 2026 prevista para esta sexta-feira.
Os investidores devem repercutir o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de outubro, principal medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A avaliação é que sinais de desaceleração inflacionária pode reabrir espaço para discussões sobre cortes de juros.
Segundo o CME Group, hoje, 75,6% das apostas do mercado indicam manutenção das taxas na reunião de janeiro. Também estão no radar os números de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
O índice subiu para 52,9 em dezembro após ficar em 51 em novembro, de acordo com dados preliminares. O resultado veio abaixo da previsão de 53,5 de parte do mercado.
O dia tende a ser de volatilidade por conta da decisão do Banco do Japão (BoJ) de elevar os juros básicos do país a 0,75% ao ano. No Brasil, a decisão pode pressionar os juros futuros locais e, por consequência, pesar sobre os papéis ligados à economia doméstica.
Além da agenda no Brasil e no exterior, as incertezas com relação ao cenário eleitoral podem também pressionar às ações brasileiras nesta sexta-feira.