(b3/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 17 de novembro de 2025 às 11h25.
Última atualização em 17 de novembro de 2025 às 16h55.
O desempenho do Ibovespa piorou na tarde desta segunda-feira, 17, após rondar a estabilidade. Às 16h47, o principal índice acionário da B3 caía 0,52%, aos 156.913 pontos, um pouco distante da máxima do dia de 157.900 pontos.
A Bolsa de Valores é pressionada pela queda nas ações do setor bancário. Os papéis preferenciais, com prioridade no recebimento de dividendos, do Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) recuam 0,82% e 0,62%, respectivamente. Assim como as ordinárias, com direito a voto, do Banco do Brasil (BBAS3), que registra perda de 0,13%.
As units do Santander (SANB11) também caem 1,04%, acompanhado pelas do BTG (BPAC11), que passaram a ceder 0,39%. A alta nas ações da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4), também de peso no índice, impedem uma queda maior.
O recuo mais intenso de mais cedo no índice também indica que os investidores ajustavam posições em meio a uma agenda de eventos carregada, principalmente nos Estados Unidos.
Há certa cautela sobre a trajetória dos juros no país que alimenta uma aversão ao risco nos mercados globais. Os operadores aguarda, a volta dos dados após o maior shutdown da história dos EUA, com a divulgação neste segunda dos números de gastos com construção de agosto e dos discursos de vários dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
A incerteza sobre o futuro da política monetária também pressiona o real, que cai frente ao dólar. Próximo do fechamento, a moeda norte-americana ampliou a valorização subindo 0,66%, vendida a R$ 5,331.
No cenário doméstico, o foco recai sobre o Boletim Focus. As projeções atualizadas reforçam que a inflação esperada para 2025 recuou para abaixo do limite da meta, o que pode abrir espaço para revisões nos cenários de juros.
O mercado também repercute o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB. O indicador caiu 0,24% em setembro na comparação com agosto, após ter subido 0,4% no mês anterior, movimento que reforça sinais de desaceleração da atividade. O resultado veio pior do que o esperado, que apontava queda de 0,5% a alta de 0,3%.
As principais bolsas de Nova York operam em queda. Às 14h40, o Dow Jones recuava 0,15%, seguido pelo S&P 500, com queda de 0,11%, e Nasdaq, que caía 0,07%.
Em Wall Street, os investidores estão de olho nos resultados trimestrais da Nvidia, assim como nas decisões do Fed. O foco dos operadores está no relatório de empregos, o payroll, de setembro, que deve ser publicado já na quinta, 20.
O ambiente de cautela também pesou nas negociações das bolsas asiáticas, que fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, caiu 0,10%; assim como o Hang Seng, de Hong Kong, que cedeu 0,7%, e o Xangai Composto, queda de 0,46%. Na China e no Japão pesaram as tensões geopolíticas entre os dois países.
O conflito eclodiu após a líder japonesa, Sanae Takaichi, dizer aos parlamentares neste mês que um ataque chinês a Taiwan, que ameaçasse a sobrevivência do Japão, poderia desencadear uma resposta militar.
Em resposta, o Ministério da Defesa da China afirmou que o Japão sofrerá uma "derrota esmagadora" nas mãos de militares chineses se tentar usar a força para intervir na ilha. Os embaixadores foram convocados para consultas sobre a crise diplomática.
O Taiex, principal índice de Taiwan, registrou alta de 0,2%. O movimento também foi seguido pelo sul-coreano Kospi, que subiu 1,94%.
O receio com o futuro dos juros nos EUA e com o balanço da Nvidia também atingiu os principais índices de ações europeus, que fecharam em baixa. O índice Stoxx 600 caiu 0,53%, assim como o FTSE 100, de Londres, que recuou 0,24%. O alemão DAX cedeu 1,20%, seguido pelo CAC 40, da França, com queda de 0,63%.