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Ibovespa descola de Nova York e fecha em alta com ajuda de commodities

Índice avançou 0,68%, enquanto bolsas americanas tiveram desempenho misto; dólar engatou outro pregão de queda

Publicado em 1 de abril de 2025 às 10h24.

Última atualização em 1 de abril de 2025 às 17h47.

Após abrir próximo à estabilidade, o Ibovespa engatou uma alta mais pronunciada nas primeiras horas de pregão e conseguiu terminar no azul, enquanto as bolsas americanas fecharam sem direção definida em meio às expectativas da divulgação das tarifas recíprocas nesta quarta-feira, 2. 

As blue chips de commodities ajudam a puxar o desempenho, com VALE3 avançando 0,86%, enquanto PETR4 subia 0,38%.

Num pregão mais volátil, o dólar começou a sessão em alta, mas virou e passou a cair, operando com desvalorização de 0,22%, a R$ 5,69.

Ibovespa hoje

  • IBOV: 0,68%, aos 131.147 pontos
  • Dólar hoje: -0,39%, a R$ 5,683

No radar hoje

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,44% no fechamento de março, após alta de 1,18% em fevereiro e de 0,72% na terceira quadrissemana do mês passado, conforme divulgação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,38%.

Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou pelo terceiro mês consecutivo, caindo 0,6 ponto em março, para 94,0 pontos, o menor nível desde novembro de 2023.

O setor industrial brasileiro registrou uma desaceleração no ritmo de crescimento em março, com o PMI caindo de 53,0 para 51,8, conforme informou a S&P Global. O indicador segue acima da marca de 50,0 pelo décimo quinto mês consecutivo.

A produção industrial manteve um ritmo sólido de crescimento, mas os aumentos nos volumes de novos pedidos e na geração de empregos foram mais brandos. Além disso, as pressões inflacionárias diminuíram, com a inflação dos custos de insumos recuando para o menor nível em três meses e os preços de venda crescendo no ritmo mais fraco desde maio de 2024.

“Este cenário ressalta a resiliência entre as empresas em um momento de incerteza econômica, desafios comerciais, inflação elevada e altos custos de empréstimos", diz Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

Mercados internacionais

Os mercados asiáticos apresentaram uma sessão positiva antes da divulgação oficial das tarifas ameriacanas. O S&P/ASX 200, da Austrália, subiu 1,04%, impulsionado pela decisão do Banco Central do país de manter os juros em 4,1%. O Nikkei 225, do Japão, fechou estável, enquanto o Topix teve alta de 0,11%. O Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 1,62%.

Na China, o CSI 300 fechou estável, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,38%. O PMI chinês indicou expansão da atividade industrial, atingindo 51,2 em março, acima das expectativas.

Na Europa, os mercados fecharam em alta, com o índice Stoxx 600 avançando 0,91. A inflação da zona do euro desacelerou para 2,2% em março, em linha com as projeções do mercado.

Nos Estados Unidos, as bolsas refletiram incertezas sobre o impacto das medidas protecionistas do governo americano. O Dow Jones caiu 0,03%, enquanto o do S&P 500 e o Nasdaq subiram 0,38% e 0,87%, respectivamente. 

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