Ibovespa: índice sobe com inflação menor e bom humor externo. (NurPhoto/Getty Images)
Repórter de Invest
Publicado em 10 de julho de 2026 às 10h49.
Última atualização em 10 de julho de 2026 às 13h47.
O Ibovespa opera em forte alta de 2,54%, a 177,1 mil pontos, nesta sexta-feira, 10, impulsionado pelo avanço das ações ligadas ao consumo, construção e bancos, em um pregão marcado pela desaceleração da inflação brasileira e pelo apetite global por risco, enquanto investidores acompanham a estreia histórica da fabricante sul-coreana de chips SK Hynix na Nasdaq e os desdobramentos da guerra no Irã.
Já o dólar comercial operava com queda de 0,46%, cotado a R$ 5,09, às 13h30 (horário de Brasília).
Entre as que compõem o maior peso do índice, a Vale (VALE3) subia 1,63%, enquanto a Petrobras (PETR4) tinha ganho de 0,41% nas ações ordinárias (PETR3) e de 0,51% nas preferenciais (PETR4). Os grandes bancos também sustentavam o desempenho, com Itaú (ITUB4) em alta de 2,86%, Bradesco (BBDC4) avançando 3,61% e Banco do Brasil (BBAS3) subindo 2,50%.
Já a Magazine Luiza (MGLU3) liderava os ganhos, com valorização de 8,85,79%, seguida por CSN Mineração (CMIN3), que avançava 5,60%, Assaí (ASAI3), com alta de 4,49%, Cyrela (CYRE3), que ganhava 4,83%, e Cury (CURY3), com avanço de 3,09%.
A principal notícia do dia no Brasil foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que desacelerou para 0,16%, abaixo da expectativa do mercado, após alta de 0,58% em maio. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,64%, reforçando a percepção de alívio inflacionário.
No exterior, o foco dos investidores permanece dividido entre a escalada do conflito no Oriente Médio e o avanço das empresas ligadas à inteligência artificial (IA). A estreia da sul-coreana SK Hynix na Nasdaq também concentra as atenções, já que a fabricante de chips levantou US$ 26,5 bilhões em uma oferta histórica nos Estados Unidos.
Os preços do petróleo operavam em queda. O Brent caía 0,75%, a US$ 75,73 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caía 1,11%, para US$ 71,27.
O mercado continua incorporando um prêmio de risco diante da retomada dos confrontos entre EUA e Irã e da redução do tráfego no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da oferta mundial de petróleo. Investidores também monitoram as conversas técnicas entre Washington e Teerã, mediadas por Catar e Paquistão.
A Agência Internacional de Energia (IEA) alertou hoje, ainda, que o conflito pode provocar a primeira queda anual da demanda global por petróleo desde 2020.
As bolsas americanas operavam perto da estabilidade. O Dow Jones subia 0,18% e o S&P 500 avançava 0,23%, e o Nasdaq subia 0,21%.
Entre as empresas do setor, a Intel recua 2,51%, enquanto Micron cai 1% e Marvell Technology, cai 2,47%. Nesta sexta a fabricante sul-coreana de chips de memória SK Hynix começou a negociar seus American Depositary Receipt (ADRs) na Nasdaq, após levantar US$ 26,5 bilhões em uma oferta histórica nos Estados, enquanto os papéis em Seul acumulam valorização de cerca de 630% nos últimos 12 meses.
A plataforma de investimentos internacionais Avenue vê que o movimento reflete, além disso, uma correção após a forte alta do setor na véspera, enquanto, nitidamente, os investidores avaliam o impacto da listagem bilionária da fabricante sul-coreana sobre as empresas estadunidenses do setor.
As bolsas europeias operavam majoritariamente em alta. O índice Stoxx 600 avançava 0,04%, o FTSE 100, de Londres, ganhava 0,24%, o FTSE MIB, da Itália, avançava 0,44%, e o CAC 40, da França, subia 0,15%. Na contramão, o DAX, da Alemanha, caia 0,20%,
As bolsas asiáticas encerraram o pregão em alta, impulsionadas pelo entusiasmo em torno da IA e da estreia da SK Hynix nos EUA. O Nikkei, do Japão, avançou 1,2%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, saltou 2,5%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,6%, e o Nifty 50, da Índia, ganhou 1,02%. Na China continental, porém, o CSI 300 caiu 1,96%, pressionado pelas ações de tecnologia e do setor industrial.