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Efeito Trump: dólar sobe 4,7%

O dólar subiu 4,7% nesta quinta-feira – a maior alta diária em mais de oito anos. A moeda fechou o dia a 3,36 reais. O movimento foi impulsionado por investidores estrangeiros vendendo ativos brasileiros. Com Donald Trump no poder, a expectativa agora é de uma política expansionista que faria o banco central do país elevar a taxa […]

DONALD TRUMP E BARACK OBAMA: como novos presidentes, os Srs. Obama e Trump dividem aquela crença debilitante em suas próprias relações públicas / Reuters/Kevin Lamarque

DONALD TRUMP E BARACK OBAMA: como novos presidentes, os Srs. Obama e Trump dividem aquela crença debilitante em suas próprias relações públicas / Reuters/Kevin Lamarque

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Da Redação

Publicado em 10 de novembro de 2016 às 18h00.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h33.

O dólar subiu 4,7% nesta quinta-feira – a maior alta diária em mais de oito anos. A moeda fechou o dia a 3,36 reais. O movimento foi impulsionado por investidores estrangeiros vendendo ativos brasileiros. Com Donald Trump no poder, a expectativa agora é de uma política expansionista que faria o banco central do país elevar a taxa de juros mais do que o inicialmente esperado. A próxima reunião está marcada para os dias 13 e 14 de dezembro. A injeção de incerteza nos mercados também faz investidores fugirem de países mais voláteis, como o Brasil, e correrem para economias mais maduras.

Nem um anúncio do Banco Central conseguiu segurar a moeda. O presidente da instituição, Ilan Goldfajn, anunciou a suspensão por tempo indeterminado do leilão diário que tira dólar de circulação – o que poderia provocar uma alta ainda maior da moeda americana. Goldfajn tentou acalmar os ânimos ao afirmar que o BC está monitorando e está pronto para tomar atitudes necessárias.

Para especialistas contribuiu também para a alta a informação de que Herman Benjamin, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, pode recomendar a cassação da chapa Dilma-Temer após a informação de que houve a doação nominal da construtora Andrade Gutierrez ao então vice-presidente Michel Temer (mais detalhes no resumo de Brasil). “A gente conseguiu criar o cenário perfeito para a fuga de capital do país”, afirma Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Corretora. Para ele, o dólar deve continuar valorizando e pode chegar a 3,80 reais no fim do ano. Se isso acontecer, a moeda voltará ao valor de março, quando surgiram as primeiras denúncias contra o ex-presidente Lula.

O dólar começou o ano cotado a 4 reais – e, até a chegada de Trump, a previsão era que fechasse em 3,20 reais.

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