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Dólar sobe 1,17% e atinge maior nível em um mês

As tensões na Ucrânia permearam os negócios, enquanto o PMI industrial da China pressionou os ativos emergentes de modo geral


	Dólares: a moeda norte-americana à vista no balcão terminou o pregão a R$ 2,2470
 (Karen Bleier/AFP)

Dólares: a moeda norte-americana à vista no balcão terminou o pregão a R$ 2,2470 (Karen Bleier/AFP)

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Da Redação

Publicado em 5 de maio de 2014 às 16h56.

São Paulo - O dólar fechou em alta ante o real nesta segunda-feira, 5.

Entre os fatores que colaboram para a força da divisa norte-americana estão o ISM de serviços melhor do que o esperado nos EUA e a especulação de que o Banco Central deve rolar apenas cerca de metade dos contratos de swap que vencem em junho.

Além disso, as tensões na Ucrânia permearam os negócios, enquanto o PMI industrial da China pressionou os ativos emergentes de modo geral.

O dólar à vista no balcão terminou o pregão com alta de 1,17%, a R$ 2,2470 - maior nível desde 3 de abril.

O giro, no entanto, era bastante baixo perto das 16h30, a US$ 674,03 milhões, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa.

No mercado futuro, o dólar para junho avançava 1,23%, a R$ 2,2660. O volume de negócios também estava abaixo do normal, próximo de US$ 10,99 bilhões.

"A alta do dólar se deve a uma correção técnica após as quedas recentes, além da indicação de que o BC não deve rolar todos os swaps que vencem em junho", comenta Nelson Moraes, operador de câmbio da Fluxo Corretora.

O BC sinalizou na sexta-feira que, a exemplo do que já fez no fim de março e no final de abril, poderá não renovar até o fim de maio a totalidade dos 193.050 contratos de swap cambial que vencem em junho, equivalentes a cerca de US$ 9,652 bilhões.

A rolagem começou hoje, com um lote de 5 mil contratos. Se esse ritmo de oferta for mantido ao longo do mês, a autoridade monetária deixará de rolar cerca de 93.050 contratos, o equivalente à retirada de US$ 4,652 bilhões do mercado.

Nos EUA, o ISM de serviços subiu para 55,2 em abril, de 53,1 em março, superando a previsão dos analistas, de 54,1.

Já na China, o PMI do setor industrial medido pelo HSBC subiu para 48,1 na leitura final de abril, de 48,0 em março, mas ficou abaixo do resultado inicial, de 48,3, e permaneceu pelo quarto mês seguido em território de contração.

Já na Ucrânia a crise política se agravou nos últimos dias, com o país vivendo o mais violento final de semana desde a queda do presidente Viktor Yanukovich, em fevereiro.

Os confrontos entre as tropas do governo interino estabelecido em Kiev e os insurgentes pró-Rússia deixaram ao menos 44 mortos e dezenas de feridos.

A atuação dos separatistas espalhou-se pelo país e começaram a ocorrer conflitos na região sul do território, na cidade de Odessa, a terceira mais populosa.

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