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Dólar segue mercado global após dados nos EUA e recua

São Paulo - O dólar operava em baixa ante o real nesta quinta-feira, refletindo a reação global a dados decepcionantes sobre a economia dos Estados Unidos. No Brasil, a perspectiva de uma contínua entrada de recursos era um fator adicional para impor uma tendência de desvalorização ao dólar. Às 10h54, a moeda norte-americana caía 0,49 […]

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Da Redação

Publicado em 26 de maio de 2011 às 11h06.

São Paulo - O dólar operava em baixa ante o real nesta quinta-feira, refletindo a reação global a dados decepcionantes sobre a economia dos Estados Unidos.

No Brasil, a perspectiva de uma contínua entrada de recursos era um fator adicional para impor uma tendência de desvalorização ao dólar.

Às 10h54, a moeda norte-americana caía 0,49 por cento, a 1,621 real.

Em relação a uma cesta com as principais divisas, o dólar caía 0,57 por cento.

"Está seguindo o cenário externo", resumiu Jorge Knauer, diretor de tesouraria do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou a uma taxa anualizada de 1,8 por cento, abaixo das estimativas de analistas de 2,1 por cento. Outro dado pior que o esperado foi sobre auxílio-desemprego, com alta a 424 mil na última semana.

O interesse da China em comprar bônus do pacote de ajuda da União Europeia a Portugal contribuía para amenizar a aversão a risco e sustentar o euro perto de 1,42 dólar .

Internamente, apesar do aumento da aversão a risco nos últimos dias --que chegou a aproximar o dólar das máximas em um mês e meio ante o real--, o mercado continua a conviver com uma expressiva posição vendida por parte dos investidores estrangeiros, em torno de 18 bilhões de dólares. Essa posição em parte é uma proteção contra a valorização do real, mas também pode ser vista como uma aposta na queda do dólar.

"Tivemos o ruído sobre a Grécia e houve um movimento de diminuição dessas posições. Mas quando dá uma clareada, eles seguem com a aposta no real, que para mim ainda é a mais óbvia por causa da taxa de juros (do Brasil)", disse Knauer.

No mercado à vista, a entrada líquida de capitais no país em maio soma 8,337 bilhões de dólares até o dia 23, segundo dados do Banco Central. "Deve vir algum fluxo de novas emissões corporativas, e isso deve dar suporte à moeda (real)", afirmou o operador de um banco em Nova York.

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