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Dólar segue exterior, cai cerca de 1% e volta a R$3,80

Às 10:55, o dólar recuava 0,86 por cento, a 3,8098 reais na venda


	Dólares: às 10h55, o dólar recuava 0,86 por cento, a 3,8098 reais na venda
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Dólares: às 10h55, o dólar recuava 0,86 por cento, a 3,8098 reais na venda (thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 7 de outubro de 2015 às 11h42.

São Paulo - O dólar caia cerca de 1 por cento e voltava ao patamar de 3,80 reais nesta quarta-feira, refletindo a recuperação do apetite por risco nos mercados globais diante de apostas de que os juros norte-americanos só subirão no ano que vem.

Mas operadores reconheciam que ainda estavam pisando em ovos e que surpresas no cenário local, afetado por crise política e econômica, podem fazer a moeda norte-americana retomar a trajetória de alta.

Às 10:55, o dólar recuava 0,86 por cento, a 3,8098 reais na venda, após cair mais de 1 por cento em cada uma das três sessões anteriores. Na mínima do dia, chegou a 3,7952 reais, menos patamar intradia desde 9 de setembro (3,7671 reais).

"Investidores estão mostrando clara preferência por risco devido a expectativas de que o Fed não mude sua política monetária por enquanto", escreveram analistas do Scotiabank em nota a clientes, referindo-se ao Federal Reserve, banco central norte-americano.

Uma rodada de indicadores econômicos fracos sobre os Estados Unidos alimentou as apostas de que o Fed pode esperar mais antes de dar início ao aperto monetário, o que aconteceria só em 2016.

A manutenção de juros perto de zero na maior economia do mundo pode sustentar a atratividade de investimentos em países como o Brasil, que pagam juros elevados.

Diante desse cenário, o dólar também recuava em relação às principais moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

No entanto, operadores não descartavam a possibilidade de o mercado de câmbio voltar a ser pressionado em breve, haja visto os importantes eventos políticos no Brasil.

O Congresso Nacional deve votar nesta quarta-feira vetos presidenciais com impacto sobre as finanças do governo e, mais tarde, o Tribunal de Contas da União (TCU) julga as contas públicas de 2014, o que pode abrir espaço para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Tudo pode mudar de uma hora para a outra", resumiu o operador de uma corretora nacional, sob condição de anonimato.

O Banco Central dará continuidade nesta manhã à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, com oferta de até 10.275 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

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