Mercados

Dólar encerra o dia e a semana perto da estabilidade

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 2,027 no balcão


	Dólar: em outubro até esta sexta-feira a moeda recua 0,10%
 (AFP)

Dólar: em outubro até esta sexta-feira a moeda recua 0,10% (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de outubro de 2012 às 16h31.

São Paulo - O dólar fecha a sexta-feira e também a semana perto da estabilidade. As oscilações limitadas do dólar ante o real refletem, na percepção dos agentes financeiros, o objetivo do governo de reduzir ao máximo a volatilidade do câmbio. Na semana, o Banco Central atuou duas vezes por meio de leilão de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro, com volume financeiro total pouco superior a US$ 3 bilhões. Ainda, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou que o governo optou por uma gestão ativa do câmbio.

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 2,027 no balcão (+0,05%). Na semana, a moeda norte-americana tem leve queda em torno de 0,05%, também ficando perto da estabilidade. Em outubro até esta sexta-feira a moeda recua 0,10%. Nesta sexta-feira, o dólar foi a R$ 2,028 na cotação máxima e tocou R$ 2,025 na mínima.

O giro financeiro estava robusto e somava US$ 2,498 bilhões (US$ 2,433 bilhões em D+2) perto das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,026, com leve alta de 0,03% e cinco negócios (dado preliminar). No mesmo horário, o dólar para novembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0275 (+0,05%).


Com as atuações recentes no câmbio, o BC efetuou a rolagem dos contratos de swap cambial reverso com vencimento em 1º de novembro, que totalizavam quase US$ 3 bilhões, conforme era a expectativa dos operadores. Uma estrategista argumenta que enquanto a indústria não mostrar retomada sólida, não há razão para que a autoridade monetária mude sua estratégia em relação ao câmbio.

Na avaliação do economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, a eficácia da estratégia do governo em buscar eliminar a volatilidade do câmbio é evidente. "Sem dúvida. Parece que governo e o Banco Central tabelaram o câmbio. É só comparar com qualquer moeda, seja do mesmo grupo ou não do real, que (o movimento da moeda brasileira) parece uma linha reta".

Com a aproximação do fim do mês, a cotação do dólar para novembro esteve mais próxima do nível do dólar à vista. O dólar para novembro ficou, em grande parte da segunda sessão, perto de R$ 2,027, enquanto o à vista estava em R$ 2,026. Esta convergência nos valores é natural à medida que os negócios vão se aproximando do final do mês. Os agentes financeiros citam que começa a movimentação em torno da rolagem de contratos futuros e avaliam que o processo deve estar bem intensificado na segunda-feira.

A atuação do BC e a ênfase no discurso de membros do governo têm mantido o dólar oscilando em margens estreitas. O BC está atento ao fluxo diário e a casos de captações para intervir quando perceber movimento capaz de alterar de forma mais significativa o nível da moeda, cita um operador. Neste sentido, o mercado segue acompanhando a emissão da Caixa Econômica Federal de US$ 1 bilhão em bônus de cinco anos e US$ 500 milhões em papéis de 10 anos, segundo fontes.

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólarMoedas

Mais de Mercados

Natural que retirem isenção de incentivados, diz diretor da ARX

Crédito privado será contaminado pela política, diz gestor da AZ Quest

Ibovespa fecha abaixo dos 189 mil pontos e tem pior semana do ano

Dólar fecha a R$ 5,13 e cai 1% na semana; no mês, recuou 2,3%