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Dólar comercial abre em queda de 0,18%, a R$ 1,69

Por Cristina Canas São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,18%, negociado a R$ 1,69 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana avançou 0,71% e foi cotada a R$ 1,693 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista […]

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Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2010 às 09h21.

Por Cristina Canas

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,18%, negociado a R$ 1,69 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana avançou 0,71% e foi cotada a R$ 1,693 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu o dia em baixa de 0,22%, a R$ 1,688.

O cenário internacional continua tenso, contrastando com o desempenho vigoroso da economia brasileira. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, no terceiro trimestre, mostrou alta de 0,5% ante o período anterior e de 6,7% em relação ao mesmo intervalo de 2009. No mercado de câmbio, o dia começa sem grandes apostas, seguindo o ritmo que é visto nas moedas negociadas no exterior.

Se de um lado a aversão ao risco provocada pela crise das dívidas soberanas na Europa e os temores de alta de juros na China puxam o dólar para cima, de outro as dúvidas sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos limitam o fôlego. Hoje saem os dados de pedidos de auxílio-desemprego e de estoques no atacado dos EUA e o mercado vai ficar de olho. Ainda assim, se houver novidades em torno das discussões sobre o pacote de estímulos fiscais defendido por Barack Obama, elas devem se sobrepor aos números.

Na Europa, o PIB da Grécia referente ao terceiro trimestre foi revisado para pior, de uma contração de 1,1% para uma queda de 1,3%. Em Portugal, a economia avançou 0,3% no terceiro trimestre ante os três meses anteriores e 1,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Instituto Nacional de Estatística (INE) do país havia previsto anteriormente um crescimento de 0,4% entre julho e setembro sobre o período anterior e 1,5% ante o mesmo trimestre de 2009. Os dados só reforçam o temor com a fragilidade da economia do continente.

No Brasil, mais que o PIB e o fato de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido a Selic (a taxa básica de juros da economia) em 10,75% ao ano na reunião de ontem, deve influenciar os negócios a retomada dos leilões duplos diários de compra de dólares no mercado à vista pelo Banco Central (BC). A retomada de uma postura mais agressiva na aquisição de dólares lembrou ao mercado que a equipe econômica não gosta de ver a cotação da moeda norte-americana abaixo de R$ 1,70 e recolocou, nas negociações, a ideia de que medidas de controle cambial podem ser tomadas se a valorização do real se acelerar.

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