Mercados

Dólar cai quase 7% no ano e flerta com mínima em 3 meses

No fechamento, a divisa norte-americana caiu 0,32 por cento, para 1,7386 real na venda - é o menor patamar desde 1o de novembro

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,18 por cento, aumentando as perdas neste ano a 6,95 por cento (AFP)

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,18 por cento, aumentando as perdas neste ano a 6,95 por cento (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 27 de janeiro de 2012 às 17h23.

São Paulo - O dólar tornou a cair ante o real nesta sexta-feira, completando a quarta semana consecutiva de perdas e atingindo o menor nível em quase três meses, em linha com a fraqueza da moeda no exterior em meio a expectativas de um desfecho positivo para a dívida grega.

No fechamento, a divisa norte-americana caiu 0,32 por cento, para 1,7386 real na venda. É o menor patamar desde 1o de novembro, quando a cotação terminou em 1,7375 real.

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,18 por cento, aumentando as perdas neste ano a 6,95 por cento.

A volatilidade deu o tom da sessão. O dólar abriu em queda, marcando na mínima do dia 1,7385 real. Mas passou a subir no final da manhã -alcançou 1,7485 real na máxima após os dados fracos sobre a economia norte-americana- e voltou a perder força ao longo da tarde para finalmente revisitar as mínimas do dia.

O movimento ficou em linha com a oscilação do dólar no exterior. No final da tarde, a moeda norte-americana perdia cerca de 0,60 por cento frente a uma cesta de divisas, pressionado pela recuperação do euro, que superava a faixa de 1,32 dólar por esperanças de que a Grécia chegue a um acordo com credores privados para evitar um calote.

Os ministros das Finanças da zona do euro mostraram otimismo nesta sexta-feira de que um acordo para evitar o calote desordenado da Grécia esteja perto de ser alcançado. Eles também acreditam que as principais peças para resolver a crise de dívida da Europa estejam gradualmente entrando no lugar.

Para o diretor da Ativa Corretora, Álvaro Bandeira, a queda do dólar pode continuar nos próximos dias caso o cenário externo continue estável e, principalmente, com a continuidade de ingressos de recursos ao país oriundos de captações externas.

A Companhia Siderurgica Nacional deve emitir em breve, e a Braskem precificou na véspera uma emissão que pode levantar 750 milhões de dólares. Além disso, o frigorífico Minerva inicia em 30 de janeiro um roadshow que poderá resultar em uma captação externa, segundo uma fonte envolvida.

Na visão de Bandeira, o governo pode agir para conter a apreciação do real apenas se a cotação cair abaixo de 1,70 real. "Enquanto tiver na casa de 1,74 real, 1,75 real, acho que o governo vai ficar apenas observando", afirmou.

Acompanhe tudo sobre:CâmbioDólarMoedas

Mais de Mercados

Ibovespa vai aos 180 mil pontos em mais um dia de baixa; dólar segue em R$ 4,89

Senado dos EUA aprova indicação de Kevin Warsh para conselho do Fed

'Gostamos de dinheiro, não de ação social pela ação social', diz CEO da Petrobras

Petrobras não vê espaço para dividendos extraordinários em 2026