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Decisão sobre a taxa de juros nos EUA é destaque na semana

Os investidores no Brasil centram as atenções na divulgação de dados sobre o comércio, trabalho e inflação

Agenda (Horia Varlan/Creative Commons)

Agenda (Horia Varlan/Creative Commons)

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Da Redação

Publicado em 13 de março de 2011 às 16h05.

São Paulo – Após uma semana bastante agitada nos mercados, a agenda compreendida entre os dias 14 e 18 de março estará mais morna em relação à divulgação de importantes indicadores, tanto no Brasil como no exterior. Destaque para os dados de comércio e trabalho por aqui, enquanto nos Estados Unidos a reunião do FOMC (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve, na sigla em inglês) centra as atenções.

Brasil

A semana por aqui começa com a publicação do relatório Focus, do Banco Central, e dos dados da balança comercial na segunda-feira (14). A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresenta ainda a utilização da capacidade instalada, enquanto o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) mostra o Índice de Custo de Vida (ICV), com informações sobre o custo de vida dos moradores do município de São Paulo.

Na terça-feira (15) saem os números das vendas no varejo em janeiro, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE),“que devem ter aumentado 0,8% em comparação a dezembro, após terem ficado estagnadas. Na variação contra o mesmo mês de 2010, no entanto, isso deve significar uma desaceleração de 10,1% para 7,2%”, opina em relatório a equipe de pesquisas do Banco Fator. Já os analistas da Gradual Investimentos projetam uma alta de 0,6% na comparação mensal e uma desaceleração de 10,1% para 8% em termos anuais.

Ao longo da semana serão conhecidos os dados de criação de postos de trabalho no Brasil. A projeção do Banco Fator é de criação líquida de 190,9 mil vagas, “o que em termos dessazonalizados deve significar uma desaceleração de 180 mil para 170 mil vagas criadas por mês”, afirma a instituição financeira em relatório aos clientes.

Além desses dados de atividade, sairão alguns indicadores de inflação na semana. Na quarta-feira (16) é a vez do IGP-10 de março e do IPC-S, referente a segunda quadrissemana do mês, que será divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Já na quinta-feira (17) será publicado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O último indicador de inflação sai na sexta-feira (18). Trata-se do IGP-M, referente ao segundo decêndio de março. O índice é utilizado para balizar os aumentos da energia elétrica e dos contratos de aluguéis.

Estados Unidos

O destaque da semana nos Estados Unidos fica para a reunião do FOMC, prevista para ocorrer na terça-feira. “O FOMC deve manter as taxas de juros estáveis entre 0,00% e 0,25% a.a., porém é interessante ver se ocorrerá alguma alteração no comunicado. É importante ver a reação do FOMC à melhora nos dados de emprego e atividade nos meses mais recentes e à afirmação do presidente do Banco Central Europeu, Trichet, de que pode elevar as taxas de juros na reunião de abril”, opina o Banco Fator.

O índice de preços ao consumidor nos EUA será conhecido na quinta-feira. Ainda na semana sairão dados de atividade dos Feds regionais de Nova Iorque (terça-feira) e de Filadélfia (quinta-feira). Neste mesmo dia sairá também o dado de produção industrial de fevereiro nos EUA. Vale lembrar que o indicador caiu ligeiramente em janeiro, após o forte crescimento visto em dezembro.

Europa

Na Zona do Euro, o dado de inflação ao consumidor sairá na quarta-feira e “provavelmente continuará sendo bem diferente daquele visto nos EUA”, prevê a equipe do Banco Fator. Por conta disso, há sinais de que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, poderá aumentar a taxa de juros na reunião de abril.

Ásia

No oriente os eventos de maior importância ocorrerão no Japão na terça-feira e na Índia na quinta-feira, com reuniões de bancos centrais. No Japão, “a taxa de juros deve permanecer constante, uma vez que a economia ainda enfrenta deflação e ritmo de crescimento reduzido com o câmbio valorizado”, prevê o Banco Fator. Já na Índia é esperado que ocorra mais um aumento de juros para tentar controlar a inflação.

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