• AALR3 R$ 19,60 -1.01
  • AAPL34 R$ 74,36 1.72
  • ABCB4 R$ 16,43 1.36
  • ABEV3 R$ 14,53 0.35
  • AERI3 R$ 3,81 -1.04
  • AESB3 R$ 10,67 -1.11
  • AGRO3 R$ 32,37 2.76
  • ALPA4 R$ 21,90 -0.82
  • ALSO3 R$ 19,62 0.26
  • ALUP11 R$ 26,19 0.42
  • AMAR3 R$ 2,23 3.24
  • AMBP3 R$ 29,72 4.54
  • AMER3 R$ 23,04 1.63
  • AMZO34 R$ 72,52 3.90
  • ANIM3 R$ 5,38 7.60
  • ARZZ3 R$ 82,03 2.08
  • ASAI3 R$ 15,52 1.84
  • AZUL4 R$ 20,75 11.02
  • B3SA3 R$ 11,44 -3.87
  • BBAS3 R$ 35,10 -0.17
Abra sua conta no BTG

Buffett lidera encontro anual da Berkshire: 5 questões para observar

Berkshire Hathaway realiza neste sábado o evento com transmissão pela internet e no qual se espera saber a visão de Buffett sobre a retomada pós-pandemia e outros temas
Warren Buffett e Charlie Munger vão liderar o encontro anual da Berkshire Hathaway neste sábado, 1º de maio, em evento transmitido pela internet a partir de Los Angeles (Bloomberg/Daniel Acker)
Warren Buffett e Charlie Munger vão liderar o encontro anual da Berkshire Hathaway neste sábado, 1º de maio, em evento transmitido pela internet a partir de Los Angeles (Bloomberg/Daniel Acker)
Por Marcelo SakatePublicado em 30/04/2021 06:27 | Última atualização em 30/04/2021 07:16Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O investidor bilionário mais respeitado do mundo, Warren Buffett, 90, anos, estará de volta aos palcos neste sábado, 1º de maio, para liderar o encontro anual de acionistas de sua holding de investimentos, a Berkshire Hathaway. Ao seu lado, o parceiro de seis décadas, Charlie Munger, 97 anos, retornando ao evento depois da ausência excepcional em 2020 por causa da pandemia.

Neste ano, pela segunda vez consecutiva, o encontro conhecido como a "Woodstock dos Capitalistas" será realizado de forma virtual por causa da Covid-19, deixando em casa os mais de 40.000 acionistas presentes em anos anteriores em Omaha. Buffett e Munger estarão em Los Angeles, de onde o evento será transmitido pelo Yahoo! a partir das 13h30 (de Brasília).

É um evento recomendado para quem estiver interessado em aprender com o mais bem-sucedido investidor do último século. Depois de uma apresentação inicial de Buffett e Munger, ambos vão responder por 3h30 as perguntas de acionistas -- no último evento presencial, em 2019, ficaram seis horas nessa parte do evento.

Vale ressaltar que, durante décadas, o encontro não podia sequer ser gravado e acompanhado por quem não era acionista.

A seguir, 5 questões que mais devem atrair as atenções dos acionistas da Berkshire e de investidores em todo o mundo:

1. Recompra de ações

Buffett acelerou a recompra de ações da Berkshire ao longo de 2020. Foram 25 bilhões de dólares, dos quais 9 bilhões de dólares em cada um dos dois últimos trimestres do ano. As ações da holding estão em patamar recorde, o que pode indicar que o timing foi o melhor possível. Mas qual foi o racional do investidor a esse respeito?

2. Visão setorial no pós-pandemia

No ano passado, Buffett revelou alguns movimentos que chamaram a atenção dos investidores: reduziu a sua exposição a um setor em que historicamente acreditou por décadas, a dos bancos. Ele se desfez de toda a fatia que possuía no maior banco americano, o JPMorgan, em reduziu a posição no Wells Fargo, além de outras instituições menores.

Por outro lado, ele fez aquisições na petrolífera Chevron e na empresa de telecomunicações Verizon. Nos momentos mais agudos da pandemia, com os índices de ações com forte queda, Buffett voltou a dizer "nunca aposte contra a América". Quais os setores que, em sua avaliação, estão bem posicionados e com preços atrativos para a retomada?

3. Onda ESG

Como mencionado acima, o bilionário investidor adquiriu uma participação na Chevron no quarto trimestre do ano passado, na contramão de uma tendência de valorização de empresas de energia limpa, dentro da temática ESG.

O fato é que o preço do petróleo disparou neste ano com o avanço da vacinação e a consequente retomada das maiores economias do mundo, o que ajudou a ação da petrolífera a se valorizar 27% no acumulado deste ano. Ainda assim, investidores vão aguardar eventuais manifestações de Buffett sobre empresas aderentes ao ESG.

4. Algum alvo à vista?

Com 139 bilhões de dólares em caixa ao fim de 2020, a Berkshire tem fôlego financeiro para fazer aquisições. E isso já há alguns anos. A forte valorização das ações nos últimos 12 meses reduziu o leque de empresas e participações que podem ser consideradas uma barganha, mas o mercado sempre fica de olho nos movimentos da Berkshire.

No ano passado, por exemplo, a holding fez investimentos em cinco dos maiores conglomerados industriais do Japão.

5. Sucessão na Berkshire

A cada ano que passa, cresce o interesse de acionistas e investidores por saber quem Buffett designará como sucessor no comando da Berkshire. E ficam atentos a cada detalhe ou frase que possa revelar alguma preferência.

Os executivos Greg Abel e Ajit Jain, ambos vice-presidentes do conselho, são apontados como os mais fortes candidatos. O primeiro, que é o head dos negócios (exceto a área de seguros) da holding, é considerado o favorito por alguns analistas especializados.