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Grã-Bretanha e crise no Iraque pressionam ações

Papéis de empresas britânicas reagiam à possibilidade de uma alta mais cedo do que o esperado nas taxas de juros


	Bolsa de Londres:  índice FTSEurofirst 300 das principais ações europeias fechou com declínio de 0,16%
 (Jason Alden/Bloomberg)

Bolsa de Londres:  índice FTSEurofirst 300 das principais ações europeias fechou com declínio de 0,16% (Jason Alden/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 13 de junho de 2014 às 14h57.

Londres - Os principais índices acionários europeus fecharam em baixa nesta sexta-feira, com os papéis de empresas britânicas reagindo à possibilidade de uma alta mais cedo do que o esperado nas taxas de juros.

Temores com a escalada da violência no Iraque e o reflexo disso nos preços do petróleo afetaram as ações de companhias de viagens.

O índice FTSEurofirst 300 das principais ações europeias fechou com declínio de 0,16 por cento, aos 1.389 pontos, afastando-se da máxima de seis anos e meio atingida nesta semana.

O índice STOXX Europe 600 de viagem e lazer caiu 1,7 por cento, maior queda na Europa, por preocupações de que preços mais altos de energia vão afetar as margens de lucro de empresas aéreas e outras empresas de transporte.

Na Grã-Bretanha, o índice FTSE 100 caiu 1,0 por cento, liderado por empresas do setor imobiliário, depois que o presidente do banco central, Mark Carney, afirmou que as taxas de juros podem subir mais cedo do que os mercados esperavam e que vai avaliar controles sobre empréstimos hipotecários.

Pesquisa da Reuters junto a economistas nesta sexta-feira sugere que a primeira alta dos juros acontecerá nos três primeiros meses do próximo ano. Em pesquisa de 28 de maio, as expectativas dos economistas eram de que as taxas subissem no segundo trimestre.

"Renovadas tensões geopolíticas e preocupações de altas dos juros podem acontecer mais rápido do que o esperado estão colocando alguma pressão no mercado", disse o estrategista de ações do HSBC Robert Parkes.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na sexta-feira que levará vários dias para rever as opções sobre como os EUA podem ajudar o Iraque a lidar com a insurgência militante, afirmando que qualquer ação precisará de significativo envolvimento do próprio Iraque.

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