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Bolsas dos EUA reduzem perdas por Apple

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,42 por cento, para 13.035 pontos

A Nasdaq, em Nova York: a bolsa já não é mais a prioridade para os empreendedores (Daniel Barry/Getty Images)

A Nasdaq, em Nova York: a bolsa já não é mais a prioridade para os empreendedores (Daniel Barry/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 4 de setembro de 2012 às 17h54.

Nova York - O índice S&P 500 fechou com leve baixa nesta terça-feira, enquanto investidores continuam a aguardar mais detalhes sobre os planos do Banco Central Europeu (BCE) para aliviar países da zona do euro altamente endividados, embora o mercado tenha se afastado das mínimas intradia por conta do papel da Apple.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,42 por cento, para 13.035 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,12 por cento, para 1.404 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,26 por cento, para 3.075 pontos.

As ações foram negociadas em baixa durante boa parte do pregão, com os setores industrial e de matérias-primas tendo performance fraca após a publicação de um relatório mostrando que o setor manufatureiro contraiu ao ritmo mais acelerado em mais de três anos nos Estados Unidos.

Os setores de telecomunicações e bens de consumo, dois grupos que tendem a ser menos prejudicados por períodos de incerteza, lideraram a sessão.


Os mercados continuam ariscos na expectativa da reunião do BCE na quinta-feira, quando o presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, deve apresentar planos para reduzir os custos de financiamento de países como a Espanha e a Itália, cujos problemas relativos ao mercado de dívida representam a mais recente fachada da crise de dívida da região.

"Não veremos nenhuma direção definitiva agora, já que todos estão esperando pelo Fed e pelo BCE", disse o presidente do Boston Advisors, Michael Vogelzang, que ajuda a gerir 2,2 bilhões de dólares em ativos. "As coisas parecem bastante calmas agora, e até que isso mude o mercado pode enfrentar dificuldades para afastar-se da banda em que está agora".

Na sexta-feira, o chairman do Federal Reserve (banco central norte-americano), Ben Bernanke, desapontou investidores ao se recusar a sinalizar qualquer ação iminente de estímulo para incentivar o desacelerado crescimento norte-americano, embora tenha mantido a porta aberta para mais estímulos no futuro.

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