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Bolsa de Tóquio fecha em queda de 0,7%

A bolsa foi pressionada por uma realização de lucros depois dos ganhos acumulados neste mês


	Bolsa de Tóquio: o índice Nikkei caiu 0,7%, aos 15.266,61 pontos
 (REUTERS/Toru Hanai)

Bolsa de Tóquio: o índice Nikkei caiu 0,7%, aos 15.266,61 pontos (REUTERS/Toru Hanai)

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Da Redação

Publicado em 25 de junho de 2014 às 06h44.

São Paulo - A Bolsa de Tóquio terminou a sessão desta quarta-feira em queda pressionada por uma realização de lucros depois dos ganhos acumulados neste mês, além dos resultados negativos em Wall Street ontem. A reação ao discurso do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sobre a revitalização econômica do país, foi limitada durante o pregão porque o discurso do governo não demonstrou alteração.

O índice Nikkei caiu 0,7%, aos 15.266,61 pontos. Em termos porcentuais, foi a maior queda desde o dia 16 de junho.

Abe discursou ontem sobre as Políticas Básicas para a Economia e as Reformas e Gestão Fiscal. Duas questões ficaram em aberto: impostos e fundo público de ações. "A maioria das coisas que o primeiro-ministro disse já tinha sido absorvido pelo mercado. Mas detalhes, por exemplo, sobre como as empresas que não pagam impostos serão tratadas para compensar a queda de receita nos cortes de impostos, ou qual será o prazo para o dinheiro dos fundos de pensão público serão movidos para as ações. Acho que vamos precisar esperar para descobrir", avaliou Nicholas Smith, estrategista de ações da CSLA.

O resultado das bolsas norte-americanas ontem também pesaram sobre o mercado japonês. Nos Estados Unidos, também houve uma forte realização de lucros após os recordes recentes, mas a situação do Iraque também preocupou os investidores. O Dow Jones terminou a terça-feira em queda de 0,70%, S&P500 recuou 0,64% e o Nasdaq perde 0,42%.

No mercado corporativo, o movimento de liquidação deixou a maioria das ações do índice em queda. A companhia Fast Retailing, que tem um suporte no mercado futuro, teve um recuo menor: a 1%.

As ações da Kyocera perderam 1,9%, mesmo com o anúncio da diretoria de que a empresa pretende aumentar o Ebitda em cerca de 40% em relação ao ano passado. Para os analistas de mercado, no entanto, as previsões são excessivamente otimistas, já que a empresa não cumpriu a distribuição de dividendos aos acionistas nos últimos trimestres. Com informações da Dow Jones Newswires.

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