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Banco BV pede registro para IPO

A operação será coordenada por Goldman Sachs, JPMorgan, BB Investimentos, Itaú BBA, Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch e UBS

Banco BV: instituição fez pedido para oferta primária inicial de ações na Comisão de Valores Mobiliários (Banco BV/Divulgação)

Banco BV: instituição fez pedido para oferta primária inicial de ações na Comisão de Valores Mobiliários (Banco BV/Divulgação)

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Reuters

Publicado em 10 de fevereiro de 2020 às 19h49.

Última atualização em 10 de fevereiro de 2020 às 20h24.

O BV, ex-Banco Votorantim, pediu nesta segunda-feira registro para sua oferta inicial de units (IPO, na sigla em inglês), à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à medida que o juro básico do país na mínima histórica amplia a lista de empresas que buscam o mercado de capitais para financiar o crescimento.

A operação será coordenada por Goldman Sachs, JPMorgan, BB Investimentos, Itaú BBA, Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch e UBS. Cada unit vai representar uma ação ordinária e duas preferenciais do banco, de acordo com prospecto preliminar.

Banco do Brasil e Votorantim Finanças, braço do Grupo Votorantim, serão os acionistas vendedores na tranche secundária da oferta.

No prospecto preliminar, o BV afirma que pretende usar recursos da oferta primária --ações novas, cujos recursos vão para o caixa da companhia, para ampliar oferta de crédito e para investimentos na BVx, sua unidade de negócio de inovação.

O documento confirma informação publicada pela Reuters na sexta-feira, citando fontes, de que a assinatura de um novo acordo de acionistas do BV abria espaço para pedido do IPO.

A operação era inicialmente prevista para acontecer em abril, com valor total previsto de cerca de 5 bilhões de reais, sendo 1 bilhão de uma oferta primária, enquanto os 4 bilhões restantes corresponderão à oferta secundária, com BB e Votorantim Finanças levando 2 bilhões cada, afirmaram as fontes.

Quinto maior banco privado do país em ativos, o BV se apresenta como líder no financiamento de veículos usados, com 25% de participação no setor, que tem experimentado recuperação desde 2019, em linha com a retomada gradual da economia.

O BV também se considera como instituição financeira do país mais conectada a startups e fintechs e tem parcerias com plataformas como GuiaBolso, o Banco Neon e o grupo de empréstimos educacionais Pravaler.

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