Mas as estimativas para janeiro não são unânimes.
Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics, afirmou que sua projeção é próxima de zero. “Qualquer valor próximo de zero mostra como as coisas estão frágeis”, disse em entrevista à CNBC. Para ele, há risco de perdas líquidas de emprego em breve.
O Goldman Sachs projeta 45 mil vagas. Já o Citigroup estima 135 mil, mas atribui o número a distorções sazonais e afirma que o crescimento ajustado estaria “mais próximo de zero”.
Levantamento da Bloomberg aponta mediana de 68 mil vagas, com estimativas variando de perda de 10 mil a ganho de 135 mil postos. A taxa de desemprego também é projetada em 4,4%.
Outros indicadores reforçam o quadro de desaceleração. As vagas em aberto caíram em dezembro ao menor nível desde setembro de 2020, segundo o BLS.
Casa Branca e Fed pedem cautela
O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que números menores podem refletir menor crescimento populacional e avanço da produtividade impulsionada por inteligência artificial.
Em dia payroll, dólar enfraquece frente a outras moedas
Segundo Hassett, pode haver cenário em que “a criação de empregos atrase, a produtividade dispare, os lucros disparem, o Produto Interno Bruto (PIB) dispare”.
Powell afirmou que o mercado de trabalho está “gradualmente esfriando”, não em colapso. Presidentes regionais do Fed, como Lorie Logan e Beth Hammack, disseram que veem mais risco na inflação do que no desemprego e defenderam paciência antes de novos cortes de juros.
O relatório foi adiado em cinco dias devido a uma paralisação parcial do governo federal.
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