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Aniversário de Warren Buffett: descubra a carteira do 'oráculo de Omaha'

O "oráculo de Omaha" está completando 92 anos e cerca de US$ 118 bilhões de patrimônio, mas como será que ele investe?

Warren Buffett (Chip Somodevilla/Staff/Getty Images)

Warren Buffett (Chip Somodevilla/Staff/Getty Images)

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Carlo Cauti

Publicado em 30 de agosto de 2022, 16h29.

O maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett, faz aniversário nesta terça-feira, 30.

O "oráculo de Omaha", como ficou conhecido Buffett pela capacidade de prever investimentos rentáveis, está completando 92 anos.

O investidor começou sua carreira com 11 anos, quando comprou suas primeiras ações, um lote da Cities Servies, empresa do setor de óleo e gás, pagando US$ 38 dólares cada uma.

Hoje Buffett se tornou um dos homens mais ricos do mundo, com um patrimônio de US$ 117 bilhões, quase totalmente investido em sua holding, a Berkshire Hathaway (BERK34), que superou regularmente o desempenho da Bolsa de Valores dos Estados Unidos.

Afinal, qual é a carteira da Berkshire Hathaway (BERK34)?

Desde 1965 até 2021, a Berkshire Hathaway teve, em média, um crescimento anual de 19%, contra uma alta média de 9,7% do S&P500, principal índice do mercado financeiro dos EUA. Tudo isso sem contar os dividendos pagos no período e a alavancagem quase inexistente.

A holding tem hoje uma carteira de US$ 320 bilhões, distribuídos em cerca de 50 ações de empresas diferentes.

Por causa desses resultados consistentemente positivos, os investimentos de Buffett se tornaram uma espécie de "bússola" para os mercados do mundo todo.

Por isso que a pergunta que todos os investidores - amadores ou profissionais - se fazem é: como investe Warren Buffet? Como é composta sua carteira? Em quais ações ele está apostando para o futuro?

Segundo os documentos enviados para a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), a maior posição de Buffett é na Apple (APPL34), com uma participação de cerca de US$ 122,3 bilhões. Um valor que equivale a 41% do total do portfólio da holding, e cerca de 5,6% do capital da produtora de iPhones.

Ao longo do segundo trimestre de 2022, Buffett arredondou sua participação da Apple, acrescentando quase quatro milhões de ações.

A segunda maior posição é a da Bank of America (BOAC34), com US$ 31,44 bilhões, o que equivale a 11% do capital total investido.

Em terceiro lugar a Coca-Cola (COCA34), com US$ 25,16 bilhões investidos, ou 8,4% do total.

Seguem a Chevron (CHVX34), com US$ 23,373 bilhões, ou 7,8% e a American Express, com 7,0%, ou US$ 21,01 bilhões.

Ao longo desse segundo trimestre, Buffett comprou mais ações da gigante do comércio eletrônico Amazon (AMZO34), seguindo as declarações otimistas sobre a economia americana que o mega-investidor fez durante a última reunião anual dos investidores da Berkshire Hathaway, em maio passado, embora o varejo registre alguns sinais claros de desaceleração.

Buffett também se concentrou nos produtores de petróleo tradicionais, como Occidental Petroleum (OXYP34) e Chevron, seguindo a tendência iniciada no primeiro trimestre, quando já tinha investido US$ 1,4 bilhão na Occidental.

A Berkshire agora também possui 68,4 milhões de ações da Activision Blizzard depois de comprar no trimestre mais de 4 milhões de ações. Buffett disse que o investimento é uma aposta de que a Microsoft vai comprar a produtora de vídeogames.

Nem todos os trimestres são positivos para Warren Buffett

No entanto, nem mesmo para Buffett todos os trimestres são positivos.

A baixa nos mercados americanos também afetou a holding, que registrou uma desvalorização de 21% e um prejuízo de US$ 43,8 bilhões no segundo trimestre, revertendo os US$ 28,1 bilhões de lucro registrados no mesmo trimestre do ano passado.

Buffett, como sempre, pediu aos investidores que não olhassem para os movimentos de curto prazo das ações, lembrando que o tempo sempre provou que ele estava certo.

De fato, em 2020, a Berkshire perdeu quase US$ 50 bilhões no primeiro trimestre, devido às paradas impostas pela pandemia, mas faturou US$ 42,5 bilhões no ano.

Na reunião anual dos acionistas da Berkshire Hathaway de 2021, a frase mais icônica pronunciada por Buffett foi "nunca aposte contra a América", vaticinando a capacidade da maior economia do mundo de se recuperar, mesmo nas situações mais difíceis.

Na base da força e da resiliência dos resultados passados da Berkshire Hathaway, esmo em períodos de dificuldades econômicas, muitos investidores no mercado já estão dizendo "nunca aposte contra Warren Buffett".