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-129 bi em 2018; IPCA menor…

Déficit de 129 bi em 2018 O governo admitiu nesta sexta-feira que o rombo nas contas públicas em 2018 será maior do que os 79 bilhões de reais anteriormente previstos. A estimativa agora é de 129 bilhões de reais – apenas 10 bilhões a menos que o deste ano. A justificativa, segundo o governo, está […]

MEIRELLES: governo admite que déficit de 2018 será de 129 bilhões de reais, maiores do que os 79 bilhões previstos inicialmente / Agência Brasil (foto/Agência Brasil)

MEIRELLES: governo admite que déficit de 2018 será de 129 bilhões de reais, maiores do que os 79 bilhões previstos inicialmente / Agência Brasil (foto/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 7 de abril de 2017 às 18h37.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 18h40.

Déficit de 129 bi em 2018

O governo admitiu nesta sexta-feira que o rombo nas contas públicas em 2018 será maior do que os 79 bilhões de reais anteriormente previstos. A estimativa agora é de 129 bilhões de reais – apenas 10 bilhões a menos que o deste ano. A justificativa, segundo o governo, está na menor arrecadação com impostos em 2018, um reflexo da crise econômica. “Em 2018, ainda sofreremos um processo de atraso na receita [arrecadação]. As empresas ainda estarão em 2018 acumulando muitos créditos fiscais de prejuízos dos anos anteriores. O nível de atividade, embora tenhamos uma recuperação considerável para 2018, não impacta imediatamente na arrecadação”, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. O governo tem até o dia 15 de abril para enviar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2018.

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Salário mínimo

O salário mínimo proposto pelo governo para 2018 é de 979 reais. Hoje, ele está em 937 reais. O novo valor também será incluído na PLDO. O governo informou que prevê um déficit de 202,2 bilhões de reais no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2018. No ano passado, o rombo foi de 149,7 bilhões de reais e a estimativa deste ano é de um déficit de 188,8 bilhões.

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IPCA: o menor para o trimestre

A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, perdeu força em março, passando de 0,33% em fevereiro para 0,25% – o menor resultado para o mês desde 2012. Com isso, o índice ficou em 0,96% no primeiro trimestre – o menor para o período desde o início do Plano Real e bem atrás dos 2,62% do mesmo período de 2016. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,57% – próximo da meta de 4,5%. O maior impacto veio da energia elétrica, que teve alta de 4,43% no mês passado. O grupo de alimentação e bebidas mostrou aceleração para 0,34% em março, ao passo que, em fevereiro, havia apresentado queda de 0,45%.

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Bolsa: semana de queda

O Ibovespa chegou a subir 1,3% na tarde desta sexta-feira, mas perdeu força e fechou com ganhos de 0,58%. Apesar da alta, na semana o índice acumula queda de 0,60%. Entre as ações mais negociadas desta sexta-feira estão os papéis preferenciais da Vale, que subiram 1,3%, e os ordinários, com alta de 0,8% – mesmo com queda no preço do minério de ferro, que recuou 6,76% nesta sexta. O dia também foi positivo para a Petrobras, com as ações ordinárias subindo 0,39%; e as preferenciais, 1,17%. Já o dólar fechou em sua terceira semana seguida de ganhos em relação ao real, terminando nesta sexta-feira em 3,15 reais.

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Belo Monte suspensa

A Justiça determinou a suspensão da licença de operação da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A decisão foi da Corte Especial do Tribunal Regional Federal, que entendeu que a Norte Energia, empresa responsável por Belo Monte, ainda precisa cumprir uma das condicionantes ambientes, que se refere a obras de saneamento básico em Altamira. “O reservatório da usina não pode ser formado até que seja realizado o saneamento básico de toda a cidade de Altamira (Pará), conforme determinava a condicionante da licença de operação concedida pelo Ibama.” A hidrelétrico de Belo Monte tem previsão de conclusão em 2019 e será uma das maiores do mundo, com cerca de 11,2 gigawatts de capacidade instalada. Dez turbinas já estão em operação.

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Frigorífico liberado

O frigorífico da JBS em Campo Grande voltou a operar na manhã desta sexta-feira após a liberação do Corpo de Bombeiros. O frigorífico foi interditado ontem por causa de um vazamento de amônia. No total, das 410 pessoas que trabalham no local, 72 sofreram intoxicação leve e seis moderadas.

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