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A previdência privada ganhou força nos últimos anos e se tornou um dos melhores instrumentos de investimento para a aposentadoria.

Nesse sentido, hoje você irá aprender o que é, quais são os seus tipos e, além disso, uma forma de calcular o quanto você precisa aplicar com base na sua renda e no seu perfil de investidor.

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O que é previdência privada?

A previdência privada é um dispositivo utilizado, por uma parcela da população, como um complemento à aposentadoria do INSS e, em alguns casos, como o único meio de aposentadoria.

Todas as suas regras, no caso da previdência aberta, onde se enquadram os planos PGBL e VGBL, são reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Importante lembrar, que ela é um dos veículos de investimentos disponibilizados no mercado e tem o foco ser aquela parcela da carteira para o longuíssimo prazo, independente da sua alocação.

Vale a pena ter previdência privada?

Para entender se a previdência privada vale a pena existem alguns pontos que devem ser levados em consideração, mas o principal deles é se a aposentadoria apenas do INSS será suficiente.

Se a resposta for não, fica evidente que vale muito a pena construir patrimônio para complementar a renda, porém, também existem outras questões a serem analisadas.

A previdência privada permite ao investidor algumas vantagens que nenhum outro investimento possibilita. Entre elas é possível citar:

  • Dedução de até 12% da renda bruta tributável com planos PGBL;
  • Imposto de renda de apenas 10% para quem optar pela tabela regressiva;
  • Possibilidade de decidir o tipo de renda a ser recebida;
  • É o único investimento que não entra no inventário;
  • Possui liquidez antes da transformação em renda;
  • Permite mudanças de estratégia sem necessidade de resgate;
  • Existe a possibilidade de portabilidade de instituição sem qualquer custo;
  • Os valores iniciais são baixos.

Com todas essas características e a possibilidade de uma gestão especializada dos recursos alocados é evidente que a previdência privada vale a pena.

Quanto rende a previdência privada?

A rentabilidade do plano de previdência vai depender muito do perfil de risco que o investidor aceita, do tipo de fundo, da alocação e das taxas de administração.

Antes de entender como é a rentabilidade do plano de previdência privada, é fundamental entender o quanto investir nessa modalidade, com base nas suas condições.

Para isso, disponibilizamos a calculadora que realiza uma simulação da previdência privada com base no seu perfil de risco, no montante disponível para alocação, bem como o horizonte de tempo e se você tem ou não contribuição no INSS.

Após ter um norte a calculadora disponibilizada, é hora de definir em quais fundos alocar os seus recursos, o que irá determinar as possibilidades de retorno da carteira de previdência privada.

Assim, é importante lembrar que os fundos de previdência funcionam do mesmo modo que fundos tradicionais e podem ser divididos em fundos de renda fixa, multimercados, renda variável.

No caso dos fundos de renda fixa, a alocação dos fundos varia desde aqueles que possuem apenas títulos do governo atrelados a taxa selic até os fundos com renda fixa internacional e crédito privado.

Já para os fundos multimercados o leque de possibilidades é maior, uma vez que eles podem investir sem que seja necessário alocar um percentual mínimo e determinado ativo.

Porém, existem duas modalidades de fundos multimercados: Previdência Multimercados Juros e Moedas e Previdência Multimercado Livre.

Por fim, existem os fundos de renda variável, que podem alocar com base nas estratégias que o seu gestor acredita, sendo possível encontrar fundos que seguem de forma mais assertiva os índices de mercado e outros que buscam superá-los.

Com base nas mais variadas opções de fundos, a rentabilidade irá depender tanto do tempo em que o investimento irá ficar alocado, bem como dos ciclos de mercado e o apetite a risco do investidor.

Em linhas gerais, no longo prazo os investimentos de renda variável tendem a trazer maiores retornos, portanto dentro da montagem da carteira se faz necessário uma boa diversificação entre fundos. 

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Precisa declarar previdência privada?

Uma das grandes dúvidas que surgem quando o investidor inicia os estudos para complementar a renda é se a previdência privada declara no IR.

A resposta é sim e existe, como já mencionado, a possibilidade de dedução no IR no caso dos aportes em PGBL de até 12% da renda bruta tributável, o que só é possível declarando os valores aportados em sua Declaração de Imposto de Renda.

Por essa característica e, por não ser considerado um investimento (o VGBL é considerado uma modalidade de investimento) o PGBL deverá ser declarado na ficha de “Pagamentos Efetuados”.

Já para o caso do VGBL, mesmo sem a possibilidade de dedução do IR, ele deve constar na declaração e, do mesmo modo que os demais investimentos, entra na ficha “Bens e Direitos”.

Portanto, independente de qual plano você escolher, é sim essencial realizar a declaração da sua previdência no imposto de renda.

Tipos de previdência

O plano de previdência privada é dividido em duas modalidades: Plano Gerador de Benefício Livre e Vida Gerador de Benefício Livre.

O Plano Gerador de Benefício Livre, conhecido no mercado por PGBL, é a modalidade onde o investidor pode abater até 12% da sua renda bruta anual na declaração de Imposto de Renda.

Para que seja possível utilizar essa ferramenta de dedução de imposto devido, é necessário que a declaração seja realizada no modelo completo, uma vez que na simplificada não existe a opção de deduções.

Por conta de seu benefício fiscal, que pode ser utilizado todos os anos, dependendo apenas da realização do aporte no fundo de previdência dentro do ano, o imposto de renda é calculado sobre o principal mais os juros.

Já no caso do Vida Gerador de Benefício Livre, conhecido como VGBL, o mais indicado é a sua contratação por aqueles que declaram no modelo simplificado o seu Imposto de Renda.

Diferente do PGBL, na modalidade VGBL não existe vantagem tributária e, por esse motivo, no momento do resgate a tributação é apenas sobre os rendimentos alcançados pelos fundos em que a previdência está alocada.

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