Criptomoedas: elas são apenas uma das várias opções de criptoativos, que são divididos em três grandes grupos (Dado Ruvic/Reuters)
Da Redação
Publicado em 14 de outubro de 2020 às 13h00.
Última atualização em 20 de outubro de 2020 às 16h40.
Grandes esteiras com milhares de cédulas de dinheiro impressas por hora. Papéis especiais tingidos com 17 tintas diferentes, muito cobre e aço. É assim um dia de produção de dinheiro na Casa da Moeda brasileira. A fábrica, que fica no Rio de Janeiro, pode produzir até 3 bilhões de cédulas e 4 bilhões de moedas por ano.
Mas moedas feitas de aço e de cobre já estão sendo substituídas por uma versão digital. As chamadas criptomoedas. Você já deve ter ouvido falar no bitcoin. Embora ele seja o mais conhecido, existem várias outras criptomoedas. Elas nada mais são do que moedas virtuais, utilizadas para fazer pagamentos. Ou seja, possuem a mesma função de comprar mercadorias e serviços que as moedas convencionais.
As criptomoedas são todo e qualquer ativo digital descentralizado que tenha como única finalidade funcionar como dinheiro. Mais de 5.000 criptoativos surgiram desde que o bitcoin foi criado, e eles se dividem basicamente em três grandes grupos:
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"Por valor de mercado, as criptomoedas dominam o universo dos ativos digitais e recebem boa parte da atenção da mídia", explica Nicholas Sacchi, professor do curso da EXAME Academy Decifrando as Criptomoedas.
Sacchi afirma que existem relativamente poucas criptomoedas no mercado hoje, e para o especialista da EXAME Research, a maioria não é investível e, por isso, nesse meio, o bitcoin reina como soberano. O segundo grande grupo são as plataformas e protocolos descentralizados. Eles funcionam mais ou menos como um contrato-padrão passado para um sistema digital.
O último grande grupo são os tokens. Na tradução literal da palavra, token significa fichas e funcionam como símbolos de representação de valor, exatamente como as fichas usadas no pôquer. Mas os tokens não representam apenas valores monetários, podem representar digitalmente bens e ativos financeiros como ações, commodities ou até frações de um imóvel ou obra de arte.
O primeiro ponto que difere as criptomoedas das comuns é que elas são completamente virtuais, não dá para pegar uma criptomoeda na mão. Além disso, existem três outras questões principais. A descentralização, que significa que essas moedas não precisam de um banco central ou do Estado para ser regulamentadas. Dessa forma, suas oscilações de preço ocorrem de acordo com a própria economia por trás da moeda e não por uma interferência estatal, por exemplo.
Também há o anonimato. A maioria das transações com criptomoedas não exige nenhum tipo de informação pessoal para começar a utilizar o serviço. E por fim, o custo zero de transação, porque em regra não tem uma autoridade central para interferir impondo qualquer tipo de taxa às criptomoedas.