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Uber ainda não vê ligação entre investimento em IA e aumento de produtividade

O COO da empresa, Andrew Macdonald, acredita que nos próximos trimestres e anos, os benefícios advindos dos investimentos em IA fiquem mais claros

Ramana Rech
Ramana Rech

Redatora

Publicado em 26 de maio de 2026 às 17h21.

Última atualização em 26 de maio de 2026 às 20h59.

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O presidente e COO da Uber, Andrew Macdonald, afirmou que a companhia não está vendo uma conexão entre aumento do consumo de tokens para o Claude Code, agente de IA para desenvolvedores da Anthropic, com mais ferramentas úteis sendo entregues para consumidores, em sinalização de que a Uber pode não estar conseguindo retornos significativos de seu investimento em inteligência artificial.

Por outro lado, Macdonald reconheceu, em entrevista para o canal do YouTube Rapid Response, que isso pode estar de forma implícita, já que é difícil colocar no papel a quantidade de recursos úteis para o usuário que podem ser construídos a partir da IA.

“Acho que, nos próximos trimestres e anos, talvez isso fique mais claro, mas hoje é difícil, mesmo que algumas das métricas subjacentes estejam avançando em uma direção realmente astronômica”, disse. “Nós vamos ter que começar a falar sobre consumo de tokens e os custos associados versus número de funcionários”, acrescentou.

Preocupação entre investidores

Investidores também têm se preocupado com o retorno de investimento sobre IA, já que muitas empresas têm encontrado dificuldade em transformar a tecnologia em lucro consistente. Ao mesmo tempo, os custos de desenvolvimento de IA são altos e exigem infraestrutura pesada, bem como elevada quantidade de energia.

Um relatório da consultoria Gartner publicado na semana passada projeta que investimentos em IA devem chegar a US$ 2,59 trilhões em 2026. Na contramão do ponto colocado pelo presidente da Uber, o relatório pondera que as empresas ainda investem pouco em aplicações corporativas para IA.

Na visão da consultoria, as empresas ainda têm demonstrado “apetite limitado” no uso de IA para transformações disruptivas e que a maioria tem optado por usar a tecnologia para melhorias incrementais. O que dificulta o retorno sobre o investimento da tecnologia.

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