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IA entra na agenda da C-Suite e transforma as habilidades exigidas dos executivos; saiba quais são (Magnific)
Jornalista
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 15h48.
A transformação provocada pela inteligência artificial está mudando não apenas as ferramentas usadas pelas empresas, mas também as competências esperadas de quem ocupa posições de liderança.
Para profissionais que pretendem avançar na carreira, entender IA deixou de ser uma questão restrita às áreas de tecnologia. O conhecimento passou a envolver decisões sobre processos, investimentos, produtividade, pessoas e novos modelos de negócio.
O avanço de ferramentas generativas e de agentes capazes de executar tarefas amplia o papel da tecnologia dentro das organizações. Em vez de apenas automatizar atividades, a IA começa a participar de processos que envolvem análise, planejamento e tomada de decisão.
O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta IA e big data como as habilidades que mais devem crescer em importância até 2030. Liderança e influência social, pensamento analítico e aprendizagem contínua também aparecem entre as competências em ascensão.
Na prática, isso aumenta a necessidade de profissionais capazes de conectar a tecnologia aos objetivos do negócio. Saber o que uma ferramenta faz é diferente de identificar onde ela pode gerar valor.
A mudança também aparece entre executivos. Uma pesquisa da Microsoft com 31 mil trabalhadores em 31 países mostrou que 82% dos líderes consideravam 2025 um momento decisivo para repensar aspectos centrais de estratégia e operações.
O levantamento também identificou maior familiaridade dos líderes com agentes de IA em comparação com os demais funcionários. A diferença indica que a discussão sobre tecnologia está cada vez mais ligada à capacidade de redesenhar o trabalho.
Para um executivo, isso pode significar avaliar quais processos devem ser automatizados, quais atividades precisam continuar sob supervisão humana e quais competências a equipe precisará desenvolver.
A adoção de uma nova ferramenta não garante, por si só, resultados financeiros ou operacionais. O desafio está em relacionar tecnologia a problemas concretos da empresa.
Um diretor financeiro, por exemplo, pode utilizar IA para analisar documentos e identificar padrões. Mas a decisão sobre onde aplicar a tecnologia depende de fatores como custo, risco, qualidade dos dados, segurança e impacto sobre os processos.
O mesmo vale para profissionais de marketing, recursos humanos, operações e vendas. O conhecimento técnico pode ajudar a utilizar a ferramenta, enquanto a visão de negócios permite definir prioridades e medir resultados.
O cenário combina competências tecnológicas e humanas. O Fórum Econômico Mundial aponta que, além de IA e big data, pensamento criativo, resiliência, flexibilidade e agilidade devem ganhar relevância nos próximos anos.
Para quem ocupa ou busca uma posição de liderança, algumas capacidades passam a trabalhar juntas:
A PwC também destaca a relação entre IA, estratégia, competências e confiança como elementos importantes para a transformação das empresas. Na pesquisa global com CEOs divulgada em 2026, a consultoria aponta que lacunas de habilidades continuam sendo um obstáculo para a execução das mudanças.
O avanço da IA tende a aproximar áreas que historicamente operavam de forma mais separada. Tecnologia, finanças, operações, recursos humanos e estratégia passam a compartilhar decisões sobre automação e uso de dados.
Nesse contexto, o executivo não precisa necessariamente se tornar especialista em programação. A capacidade de fazer as perguntas certas, avaliar oportunidades e compreender os impactos de uma solução de IA ganha importância para conectar tecnologia aos objetivos da organização.
O movimento também altera a própria formação profissional. Com novas ferramentas chegando ao ambiente de trabalho em ciclos cada vez menores, empresas e trabalhadores precisam atualizar conhecimentos de forma contínua.
Para a C-Suite, o desafio passa a envolver não apenas acompanhar a evolução tecnológica, mas entender como ela pode alterar processos, estruturas, competências e modelos de negócio. É nessa interseção entre IA e visão estratégica que se desenha parte do perfil do executivo dos próximos anos.
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