Inteligência Artificial

Pesquisa aponta que só 9% das empresas investem de fato em inteligência artificial

Segundo a Amcham Brasil, embora a inteligência artificial seja vista como prioridade, a maioria das empresas ainda faz investimentos modestos na tecnologia

O estudo ouviu 629 executivos de médias e grandes empresas, as quais empregam mais de 529 mil pessoas (Royalty-free/iStock/Getty Images)

O estudo ouviu 629 executivos de médias e grandes empresas, as quais empregam mais de 529 mil pessoas (Royalty-free/iStock/Getty Images)

Publicado em 2 de outubro de 2025 às 14h03.

Última atualização em 2 de outubro de 2025 às 15h30.

Uma pesquisa da Amcham Brasil, em parceria com a consultoria Humanizadas, revela que, embora a inteligência artificial seja vista como prioridade para 2026 (enquanto em 2024 e 2025 ela era tratada como tendência), a grande maioria das empresas brasileiras ainda faz investimentos tímidos na tecnologia.

O estudo, que ouviu 629 executivos de médias e grandes empresas, as quais empregam mais de 529 mil pessoas, apontou que 77% delas destinam entre 0% e 2% de seus orçamentos para IA, enquanto apenas 9% investem mais de 5%.

Entre os achados do Panorama 2026, destaca-se ainda que, apesar do alto reconhecimento da IA como uma ferramenta estratégica, 61% dos líderes ainda não percebem impacto significativo nos negócios. Enquanto isso, apenas 3% conseguiram transformá-la em novas fontes de receita ou vantagem competitiva.

Marcelo Rodrigues, diretor-executivo de Inovação e novos negócios da Amcham Brasil, aponta que há um "paradoxo claro": empresas priorizam a IA, mas não acompanham essa prioridade com investimentos consistentes.

O estudo também revela que a aplicação da IA nas empresas brasileiras ainda está concentrada em áreas táticas, como Atendimento ao Cliente (59%) e Marketing e Vendas (54%). O uso em funções mais estratégicas, como Finanças, Estratégia de Negócio ou RH e Sustentabilidade, ainda é limitado, com menos de 40% das companhias adotando a tecnologia nessas áreas.

Além disso, em relação aos agentes de IA – sistemas capazes de tomar decisões de forma independente –, 83% das empresas afirmam utilizá-los apenas em tarefas simples ou não planejam adotá-los até 2026.

Barreiras para o avanço da IA

As principais barreiras para o avanço da IA, segundo a pesquisa, são a falta de capacitação técnica das equipes (64%), seguida pela ausência de uma estratégia clara de uso (52%) e pela baixa qualidade dos dados internos (43%).

Assim, além dos desafios tecnológicos reais, Rodrigues avalia que “a dificuldade em executar a estratégia, a resistência cultural e a falta de liderança preparada superam, inclusive, as limitações de acesso” à IA.

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