Colaboradora
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 13h35.
A OpenAI lançou o Prism, uma nova plataforma voltada para pesquisadores que integra o modelo GPT-5.2 diretamente a um editor de texto científico baseado em LaTeX, linguagem usada amplamente para formatação de artigos técnicos. O movimento é interpretado como uma tentativa de consolidar a posição da empresa entre usuários acadêmicos e responder à crescente adoção de modelos de linguagem por cientistas.
Segundo a OpenAI, cerca de 1,3 milhão de cientistas no mundo já enviam mais de 8 milhões de perguntas por semana ao ChatGPT sobre temas avançados de ciência e matemática.
O Prism foi projetado para atuar como uma ferramenta de assistência durante a escrita de artigos, resolução de problemas, geração de diagramas a partir de rabiscos em quadros e discussão de hipóteses e provas matemáticas. Um campo de conversa com o ChatGPT aparece ao lado do documento sendo escrito, permitindo chamadas em tempo real para revisão, sugestões e geração de texto.
A proposta segue a tendência de integrar modelos de linguagem a softwares já usados no cotidiano. Assim como o Atlas, navegador com GPT integrado também da OpenAI, ou ferramentas de produtividade da Microsoft e do Google DeepMind, o objetivo é tornar a IA uma camada invisível no trabalho técnico.
Apesar das altas expectativas geradas nas redes sociais por pesquisadores ligados à OpenAI, a empresa descarta o papel de "IA cientista autônoma". Weil diz que o impacto real será mais disperso. "Com 100% de certeza, haverá 10 mil avanços científicos que talvez não teriam acontecido, ou não tão rápido, e a IA terá sido parte disso", disse em entrevista à MIT Technology Review.
Ainda assim, a OpenAI terá de responder a uma crítica crescente: a proliferação de conteúdos artificiais, imprecisos ou repetitivos em publicações científicas, um problema que preocupa pesquisadores e editores. Ao focar na aceleração incremental e na usabilidade, a empresa evita prometer descobertas extraordinárias por enquanto.