Inteligência Artificial

OpenAI estima que anúncios no ChatGPT gerarão receita de US$ 100 bilhões até 2030

Com só 6% da base em planos pagos, OpenAI recorre à publicidade para bancar gastos bilionários com chips e data centers

OpenAI: empresa prevê crescimento significativo em divisão de receitas (Getty Images)

OpenAI: empresa prevê crescimento significativo em divisão de receitas (Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 10 de abril de 2026 às 14h08.

A OpenAI estima que sua receita de publicidade chegará a US$ 2,5 bilhões ainda em 2026 e tenha um crescimento para US$ 100 bilhões em 2030. As projeções reveladas em uma reportagem da Axios foram apresentadas a investidores em uma apresentação. Outros dados incluem a previsão de que o segmento de anúncios nos modelos de inteligência artificial da marca, como o ChatGPT, terá um pulo de US$ 25 bilhões em 2028 para US$ 53 bilhões em 2029.

Para comparação direta, o Google faturou um recorde de US$ 294 bilhões em publicidade em 2025 e a Meta US$ 196 bilhões. A OpenAI quer uma fatia relevante desse mercado em menos de cinco anos a partir de um produto que sequer exibia anúncios há três meses.

De zero a US$ 100 milhões em seis semanas

O piloto de publicidade do ChatGPT foi lançado nos Estados Unidos em fevereiro, voltado a usuários adultos dos planos gratuito e Go. Em menos de dois meses de operação, já havia superado US$ 100 milhões em receita recorrente anualizada, com mais de 600 anunciantes ativos na plataforma. Os anúncios aparecem ao final das respostas do chatbot, são claramente identificados como publicidade e, segundo a empresa, não interferem no conteúdo gerado pela IA.

Atualmente, a OpenAI gasta bilhões em infraestrutura computacional para avançar no mercado e tem planos de desembolsar US$ 600 bilhões em data centers e chips até 2030. Ainda não há previsão compartilhada de lucro. Com apenas cerca de 6% da base de usuários pagando por algum plano de assinatura, a publicidade se tornou a forma mais direta de transformar escala em receita.

A virada que Sam Altman não queria fazer

O movimento não é isento de contradições. Em declarações anteriores, o CEO Sam Altman havia descrito a publicidade como o "último recurso" para monetizar a plataforma, alertando que inserir anúncios nas respostas da IA poderia corroer a confiança dos usuários.

Os US$ 13 bilhões registrados no último ano já foram insuficientes para sustentar o ritmo de expansão da companhia comandada por Altman, fazendo com que o executivo voltasse atrás em sua posição sobre campanhas publicitárias nas conversas com o ChatGPT.

Acompanhe tudo sobre:Inteligência artificialTecnologiaOpenAIChatGPT

Mais de Inteligência Artificial

O problema que a inteligência artificial não resolveu ainda, segundo o head de IA do Canva

Evento em SP reúne presidente do Google e sócio da Lovable para debater o futuro da IA no Brasil

Apesar da proximidade com Trump, CEO da Nvidia não estará em comitiva dos EUA em Pequim

Na Amazon, funcionários adotaram estratégia para burlar 'política do tokenmaxxing'