Inteligência Artificial

OpenAI registra US$ 20 bi em receita em uma alta de 200% em relação ao ano anterior

Crescimento financeiro acompanha a expansão da estrutura computacional e adoção do ChatGPT em diversos setores

Receita da OpenAI: multiplicada por dez em três anos (Getty Images)

Receita da OpenAI: multiplicada por dez em três anos (Getty Images)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 13h22.

A OpenAI ultrapassou US$ 20 bilhões em receita recorrente anual (ARR, na sigla em inglês) em 2025, segundo dados divulgados pela diretora financeira (CFO) da empresa, Sarah Friar, em um comunicado oficial. O resultado representa um crescimento de 233% em relação a 2024, quando a companhia faturou US$ 6 bilhões, e de 900% em relação a 2023, quando o saldo anual foi de US$ 2 bi.

Segundo a executiva, o crescimento da receita anual foi diretamente proporcional à expansão de sua capacidade computacional, que avançou de 0,2 gigawatt para 1,9 gigawatt, um salto de 9,5 vezes no período.

Para essa guinada, a empresa solucionou o que Friar aponta como o recurso mais escasso da IA: o poder computacional. A estratégia foi operar com um ecossistema diversificado de provedores, o que ampliou resiliência e a segurança da operação. Dessa forma, a computação se tornou um ativo estratégico para aumentar a eficiência e viabilizar o uso cotidiano da IA.

Outro fator apontado por Friar como parte desse avanço foi a consolidação do ChatGPT como ferramenta essencial do cotidiano de empresas e indivíduos, que gerou a demanda por diferentes modelos de assinatura dentro da plataforma e recordes de usuários ativos diários e semanais.

A executiva argumenta que o resultado surge de um "ciclo virtuoso": o investimento na infraestrutura viabiliza modelos mais robustos, que sustentam produtos melhores e tornam o chatbot mais atraente. "A adoção gera receita, e a receita financia a próxima onda de computação e inovação", pontuou.

De pesquisa a plataforma de negócios

Lançado como uma prévia para pesquisa, o ChatGPT passou a integrar fluxos pessoais e corporativos, da educação e escrita ao desenvolvimento de software, marketing e finanças. Essa mudança de uso orientou a estratégia financeira da OpenAI, que começou a oferecer assinaturas para consumidores, além de planos voltados a equipes e empresas.

"À medida que a IA se integrava às equipes e aos fluxos de trabalho, criamos assinaturas para o ambiente de trabalho e adicionamos preços baseados no uso, para que os custos se ajustem ao trabalho real realizado", disse Friar no comunicado.

A OpenAI também ampliou o modelo para a publicidade e o comércio, para posicionar o chatbot como um assistente para tomada de decisões. "As pessoas vêm ao ChatGPT não apenas para fazer perguntas, mas para decidir o que fazer em seguida (...) o que cria valor para os usuários e para os parceiros que os atendem", diz. A CFO ressalta, no entanto, que anúncios e opções comerciais só são introduzidos quando são "claramente identificados e genuinamente úteis".

Para 2026, a prioridade da OpenAI será a de expandir a adoção prática da IA em áreas como saúde, ciência e negócios, além de testar novos modelos de receita, como licenciamentos e precificação, a partir de resultados mensuráveis.

"A infraestrutura amplia o que podemos oferecer. A inovação amplia o que a inteligência pode fazer. A adoção amplia quem pode usá-la. A receita financia o próximo salto. É assim que a inteligência se expande e se torna a base da economia global", concluiu Friar.

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