O ano de 2026 da Samsung: empresa planeja integrar mais recursos de IA a seus eletrodomésticos, como refrigeradores e máquinas de lavar
Repórter
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 10h01.
Última atualização em 5 de janeiro de 2026 às 14h01.
A Samsung Electronics pretende dobrar, em 2026, o número de dispositivos móveis equipados com recursos da chamada Galaxy AI, sua suíte de inteligência artificial integrada, hoje alimentada principalmente pelo modelo Gemini, do Google.
Segundo a Reuters, a meta é saltar de 400 milhões de aparelhos — número atingido no fim de 2025 — para 800 milhões de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis nos próximos 12 meses.
A iniciativa amplia a aliança estratégica da Samsung com o Google, principal mantenedor do Android, e fortalece a posição da Big Tech americana na corrida global de IA, que inclui rivais como a OpenAI.
Na edição 2026 da CES, que começa na terça-feira, 6, e vai até o dia 9 de janeiro, a empresa deve apresentar a linha de dispositivos com IA para uso domésticos, em eletroeletrônicos, e também TVs que usam o recurso de IA em diferentes frentes.
Apesar da forte presença no mercado de foldables, ou dobráveis, e em smart TVs, a empresa enfrenta crescente concorrência de fabricantes chinesas, como Huawei e Xiaomi.
Segundo dados da consultoria Counterpoint, a Apple foi a maior fabricante de smartphones em 2025, e é esperada para entrar no segmento de telefones dobráveis em 2026. A Samsung, por sua vez, controlava cerca de dois terços desse mercado no terceiro trimestre de 2025.
O avanço da Galaxy AI também beneficia o Google, que lançou a nova geração do Gemini em novembro. O Gemini 3 superou modelos concorrentes em testes padronizados de desempenho em IA, e levou a OpenAI a declarar um "alerta vermelho" interno, redirecionando esforços para acelerar o lançamento do modelo GPT-5.2.
O uso da marca Galaxy AI vem crescendo junto ao público: segundo Roh, o reconhecimento do nome saltou de 30% para 80% em um ano. Entre as funções mais populares da suíte, estão os recursos de busca com IA, edição de imagens com ferramentas generativas, tradução automática e resumos de textos, itens que concorrem diretamente com as capacidades oferecidas pelo iPhone.
Mas há desafios pelo caminho. A escassez global de chips de memória afeta toda a cadeia de eletrônicos, o que pode pressionar preços de smartphones, televisores e outros aparelhos.
A divisão de semicondutores, carro-chefe da Samsung, contudo, deve se beneficiar do aumento nos preços de chips, o que fez as ações da companhia subirem 7,5% nesta segunda-feira, 5, impulsionadas pela expectativa de alta no lucro do quarto trimestre.