Inteligência Artificial

O Gemini está vencendo o ChatGPT? As integrações do Google indicam que sim

Empresa aposta em produto mais visual e interativo para ampliar base de usuários e desafiar domínio do ChatGPT no setor

Google ameaça liderança da OpenAI não apenas com sua capacidade técnica e força financeira, mas também com um produto mais criativo e voltado à experiência do usuário (Getty Images)

Google ameaça liderança da OpenAI não apenas com sua capacidade técnica e força financeira, mas também com um produto mais criativo e voltado à experiência do usuário (Getty Images)

Publicado em 25 de novembro de 2025 às 10h54.

No começo de setembro, logo após o julgamento antitruste contra o Google determinar que a empresa não precisaria vender o navegador Chrome, o analista M.G. Siegler, do Spyglass, observou que a decisão reconhecia uma transformação no mercado de buscas provocada pela ascensão da inteligência artificial generativa.

Mais do que isso, ele destacou que o Google havia recebido sinal verde para avançar com o Gemini e, por meio da integração com seu ecossistema, disputar uma posição de liderança também em IA.

Agora, com a introdução do recurso “Dynamic View” (visualização dinâmica) e uma sequência de atualizações visuais e interativas no Gemini 3, lançado no dia 18 de novembro, o Google começa a reduzir a distância que o separava da OpenAI em termos de atratividade para o usuário final – ao menos, segundo sua própria avaliação.

Siegler, que por anos considerou o ChatGPT o melhor produto de IA do mercado, reconhece que o Google está conseguindo reverter a fama de entregar bons sistemas, mas com execução precária. A primeira tentativa com o Bard (nome anterior da IA do Google) foi classificada como “cômica”, mas o lançamento do Gemini 3 mostra que a empresa conseguiu combinar qualidade técnica com refinamento de interface.

Entre os destaques, estão o NotebookLM, ferramenta de leitura e resumo de documentos, e o uso de designs virais, como a interface com emojis de banana do modelo de geração de imagens da empresa, chamado de “Nano Banana.

Apesar de não considerar um bom nome para um produto, Siegler destaca que a visualização dinâmica transforma o que seriam respostas em texto em experiências visuais interativas, com trilha sonora e gráficos. Ele cita simulações de gravidade e cenas explicativas de filmes como Interestelar e Fogo contra fogo.

Ainda em fase experimental

Mesmo ainda em fase experimental, o recurso impressiona pela complexidade e velocidade das respostas, geradas em cerca de um minuto. Para Siegler, ferramentas como essa podem mudar a forma como usuários comuns acessam conteúdos complexos, que vão de explicações sobre recompra de ações até conceitos de física, tornando o Gemini uma alternativa mais acessível para diferentes perfis de aprendizado.

Assim, embora o domínio de mercado e marca ainda pertença ao ChatGPT – com 800 milhões de usuários semanais, contra 650 milhões mensais do Google –, a big tech agora ameaça essa liderança não apenas com sua capacidade técnica e força financeira, mas também com um produto mais criativo e voltado à experiência do usuário.

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