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Nvidia paralisa fabricação de chips H200 para China e tem nova estratégia para região

Nvidia passará a produzir supercomputadores Vera Rubin ao invés de chips H200 em instalações da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company

Nvidia: fabricante dos chips H200 muda de rota após Pequim começar a incentivar produção local de indústria de IA (Antonio Bordunovi/Getty Images)

Nvidia: fabricante dos chips H200 muda de rota após Pequim começar a incentivar produção local de indústria de IA (Antonio Bordunovi/Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 5 de março de 2026 às 10h02.

Nvidia paralisou a fabricação de chips que estavam sendo direcionados para o mercado chinês, incluindo o H200. A empresa de tecnologia passará a utilizar as instalações da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company para a produção do supercomputador Vera Rubin, focado em agentes de inteligência artificial

Com os Estados Unidos tendo reforçado as limitações para a venda dos itens na China e Pequim reforçando a produção nacional, a Nvidia optou por mudar sua estratégia para garantir um retorno mais certeiro com a comercialização do Vera Rubin.

Uma reunião entre Xi Jinping e Donald Trump está agendada para o final do mês de março, levando analistas a acreditarem em uma possível reversão da política atual de exportação, informou o FT. Caso os representantes concordem em retomar a comercialização dos produtos da Nvidia no país, a fabricante do H200 demoraria aproximadamente três meses para reabastecer a fábrica; atualmente, há 250 mil unidades do chip prontas para comércio.

EUA dificulta acesso da China a chips

As limitações à exportação de semicondutores avançados foram reforçadas pelo governo Trump no ano passado, sob a justificativa de proteger a liderança tecnológica americana e a segurança nacional. A venda de chips de alto desempenho, essenciais para o treinamento de modelos de IA generativa, passou a exigir autorizações específicas.

No início deste ano, o governo chinês autorizou a empresa DeepSeek a comprar chips H200, modelo intermediário da Nvidia, como alternativa ao Blackwell, o mais avançado da companhia. A liberação ocorreu semanas após o governo americano permitir vendas limitadas a grupos como ByteDance, Alibaba e Tencent.

Trump chegou a mencionar a possibilidade de autorizar uma versão do Blackwell com desempenho reduzido entre 30% e 50%, como forma de limitar o avanço chinês no setor. Já Chris McGuire, que atuou no Conselho de Segurança Nacional durante o governo de Joe Biden, avaliou que a exportação irrestrita de processadores de ponta para a China representa risco estratégico.

Assim, o país asiático passou a direcionar esforços para a produção de chips com o apoio de empresas locais. Entre as companhias apoiadas pelo governo estão a SMIC, maior fabricante de chips da China, a Hua Hong Semiconductor e divisões da Huawei, que passou a investir mais em tecnologia própria após sofrer sanções americanas. Hoje, a China produz menos de 20 mil placas de semicondutores, conhecidas como wafers, mas a meta é chegar a 100 mil unidades em até dois anos e alcançar 500 mil até 2030.

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