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Gemini: modelo de IA do Google deve ser 'turbinado' para brigar com Claude e ChatGPT (Imagem gerada por IA/Exame)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 09h59.
O Google DeepMind prepara o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial (IA) já para esta semana, mirando uma capacidade específica de programação de software em que a empresa vem ficando atrás de concorrentes como OpenAI e Anthropic, segundo o Wall Street Journal.
O modelo, batizado de Gemini 3.8 Flash e conhecido internamente como "Skimaki", reflete um esforço concentrado para reforçar o desempenho em codificação em um mercado corporativo cada vez mais competitivo.
Segundo o WSJ, em testes internos comparativos, realizados na plataforma de desenvolvimento Jetski, do próprio Google, engenheiros da empresa teriam preferido o novo modelo ao Claude Opus, principal modelo da Anthropic.
O avanço em programação atende a uma prioridade estratégica crítica para o Google: a codificação agêntica — quando um sistema de IA executa tarefas de programação de forma autônoma, com pouca intervenção humana — se tornou o principal uso comercial da IA generativa.
Um lançamento bem-sucedido pode ajudar a estabilizar o sentimento do mercado depois de uma recente transição de liderança, que viu o cofundador Demis Hassabis deixar a operação diária da divisão de IA da empresa. O sucessor, Koray Kavukcuoglu, que já vinha comandando o desenvolvimento diário de modelos, tem enfatizado um ritmo mais acelerado de execução após a saída de pesquisadores importantes no meio deste ano.
Diferentemente dos modelos principais da linha "Pro" do Google — cujos candidatos internos foram descartados e cujos prazos de lançamento atrasaram meses —, o Gemini 3.8 Flash tem arquitetura menor, o que exige bem menos capacidade computacional para ajustes, permitindo que múltiplas equipes de pesquisa iterem simultaneamente usando aprendizado por reforço para treinar habilidades específicas por tentativa e erro.
Ainda assim, mesmo uma boa estreia do Flash 3.8 não deve colocar o Google de volta à liderança do desenvolvimento de modelos de IA, segundo o WSJ — a série Flash é construída para ser menor, mais barata e mais rápida de rodar, mas menos poderosa que os modelos principais da empresa.