Caged mostra mercado de trabalho aquecido (Erlon Silva/TRI Digital/Getty Images)
Redatora
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 09h40.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa que mais de R$ 37 , referentes a 2,3 milhões de contratos antigos de crédito consignado, já foram migrados para a plataforma do Crédito do Trabalhador.
Na prática, isso significa que quem já tem o empréstimo pode trocar de instituição financeira sem sair de casa, direto pelo aplicativo ou site do banco escolhido.
Em 15 meses de funcionamento, o Crédito do Trabalhador já alcançou uma carteira ativa superior a R$ 133 e beneficiou 10 milhões de trabalhadores com contratos ativos.
A modalidade abriu espaço para que trabalhadores de baixa renda, muitos deles com score de crédito baixo, tivessem acesso a empréstimos com juros menores do que os praticados em outras linhas, como o cartão rotativo e o cheque especial.
Até pouco tempo atrás, o trabalhador CLT só conseguia contratar o consignado privado se a empresa em que trabalhava tivesse convênio com o banco.
O Crédito do Trabalhador eliminou essa barreira: hoje, qualquer empregado com carteira assinada pode simular e contratar o empréstimo diretamente pelo eSocial, sem depender de acordo entre patrão e instituição financeira.
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço funciona como uma camada extra de segurança para o banco. Até 10% do saldo do FGTS pode ser usado como garantia da operação, o que reduz o risco de calote e, na prática, tende a resultar em taxas de juros menores para quem contrata.
No Banco Pan, por exemplo, a contratação exige apenas documento de identidade com foto e comprovante de residência atualizado, com desconto respeitando o limite de 35% do salário líquido e prazo de pagamento de até 48 meses.
O trabalhador que já tem um consignado ativo pode pedir a portabilidade a qualquer momento, buscando o banco com a proposta mais vantajosa. O passo a passo é simples:
Um levantamento da Serasa Experian, com dados de contratos firmados até abril deste ano, mostra que 74% dos trabalhadores que aderiram ao programa já têm dois ou mais empréstimos ativos.
O estudo aponta ainda que parte dos consumidores acabou aceitando juros mais altos em uma segunda contratação, o que reforça a importância de comparar propostas antes de fechar negócio, inclusive na hora da portabilidade.
Não. Diferentemente do consignado tradicional, que em muitos bancos exigia anos de vínculo empregatício, o Crédito do Trabalhador aceita solicitações a partir de poucos meses de carteira assinada.
O banco consulta os dados do trabalhador diretamente no eSocial, sistema que reúne as informações trabalhistas de empregadores e empregados em todo o país, e calcula a margem disponível com base no salário e no tempo de casa.
O contrato não é cancelado. Como o desconto é feito em folha, a movimentação segue vinculada ao CPF do trabalhador dentro do eSocial, e o novo empregador passa a descontar as parcelas normalmente.
Para quem já carrega uma parcela alta e vê no mercado uma taxa de juros menor, a portabilidade segue sendo a ferramenta mais direta para reduzir o custo da dívida sem precisar esperar o fim do contrato.