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Como um fotógrafo usou Claude para economizar milhares de dólares em armazenamento (Unsplash/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 09h53.
O fotógrafo americano Allen Cooley encontrou na inteligência artificial uma forma de reduzir um dos custos mais básicos de seu negócio: o armazenamento de arquivos. O caso foi relatado pelo Business Insider, que entrevistou o profissional sobre como o Claude ajudou a reorganizar centenas de discos rígidos acumulados ao longo de duas décadas.
Em 2025, Cooley gastou mais de US$ 20 mil em HDs. Segundo ele, um modelo de 4 TB que custava US$ 400 em 2022 passou a custar cerca de US$ 1.200. Diante da alta, decidiu interromper a compra de novos discos em 2026.
Para quem trabalha com IA, o caso mostra uma aplicação menos óbvia da tecnologia: usar um modelo de linguagem para criar ferramentas capazes de resolver problemas operacionais específicos.
A fotografia comercial exige grandes volumes de armazenamento. Cooley afirmou ao Business Insider que normalmente precisa de três ou quatro HDs portáteis por trabalho, podendo chegar a cinco ou seis quando uma produção envolve fotografia e vídeo.
Em uma campanha recente, comprar novos discos teria custado entre US$ 4 mil e US$ 5 mil. Em vez disso, o fotógrafo decidiu aproveitar equipamentos que já possuía.
Ele usou o Claude para desenvolver um programa que cataloga o conteúdo dos discos. A ferramenta permite pesquisar determinado arquivo, identificar em quais unidades existem cópias e encontrar dados que podem ser removidos com segurança.
“Isso me poupou dias, se não semanas, de trabalho”, afirmou Cooley ao Business Insider.
Na prática, a inteligência artificial não substituiu o armazenamento. Ela ajudou o profissional a administrar melhor um recurso que já existia, reduzindo a necessidade de novas compras.
O caso também está relacionado a uma transformação maior na infraestrutura tecnológica. O crescimento dos sistemas de inteligência artificial aumentou a demanda por memória e armazenamento em data centers.
A DPReview, publicação especializada em fotografia, destacou em março que esse movimento já começava a pressionar os custos de componentes utilizados por fotógrafos.
Análises do setor também apontam que a expansão dos data centers de IA influencia a demanda por capacidade de armazenamento, embora os preços sejam determinados por diversos fatores, como produção, estoques e ciclos do mercado.
Para profissionais que trabalham com grandes volumes de arquivos, algumas aplicações práticas de IA podem incluir:
O ponto central é identificar tarefas repetitivas e transformar a IA em uma ferramenta operacional, em vez de utilizá-la apenas para gerar textos ou imagens.
No caso de Cooley, o ganho veio justamente dessa combinação: um problema concreto, dados acumulados durante anos e uma ferramenta de IA usada para construir uma solução específica.