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Meta diz que novo modelo de IA alcançou o GPT-5.5 em capacidades

Alexandr Wang afirmou em reunião interna que o Watermelon usa dez vezes mais computação que modelo anterior e se aproxima de rivais como OpenAI e Anthropic

Alexandr Wang: CEO da Scale AI

Alexandr Wang: CEO da Scale AI

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 4 de julho de 2026 às 15h45.

Última atualização em 4 de julho de 2026 às 15h52.

A Meta voltou a dizer internamente que está avançando na corrida por inteligência artificial. Em uma reunião com funcionários, Alexandr Wang, que comanda o principal laboratório de IA da Meta, afirmou que o próximo modelo da companhia, chamado internamente de Watermelon, alcançou o GPT-5.5, da OpenAI, segundo duas pessoas familiarizadas com o encontro ouvidas pelo site Business Insider.

Wang, chefe de superinteligência da Meta, citou resultados em benchmarks, testes comparativos usados para medir o desempenho de modelos de IA. Não está claro, porém, quais avaliações foram usadas como referência para a comparação com a OpenAI.

O avanço também foi sugerido publicamente por Wang. Em publicação no X, ele disse que uma atualização do Muse Spark deve chegar em breve, com ganhos em coding, programação, e capacidades agênticas, voltadas à execução de tarefas com menos intervenção humana.

Questionado por um usuário sobre quando a Meta teria um modelo de programação no nível do Claude Opus, da Anthropic, Wang respondeu que isso ocorreria "muito em breve" e afirmou que os usuários gostariam do que a empresa está preparando.

A Meta tenta há anos reduzir a distância em relação a OpenAI, Google e Anthropic. Apesar de investimentos pesados em chips, data centers, centros de dados, e contratação de pesquisadores, a empresa ainda enfrenta resistência para convencer desenvolvedores e clientes de que seus modelos estão no grupo de ponta do setor.

Se a avaliação de Wang estiver correta, o Watermelon seria o sinal mais claro até agora de que a ofensiva da Meta em infraestrutura e talentos começa a produzir resultados concretos. A disputa, no entanto, segue em ritmo acelerado: segundo o texto, a OpenAI lançou o GPT-5.5 em abril e apresentou no fim do mês passado o GPT-5.6, ainda sem liberação ampla.

Investimento bilionário amplia pressão por resultado

A ofensiva da Meta em IA ganhou força com Mark Zuckerberg, que transformou a área em prioridade estratégica. No ano passado, ele nomeou Wang para liderar o esforço e rebatizou a divisão de IA da companhia como Meta Superintelligence Labs.

Na empresa, Wang supervisiona um grupo de pesquisadores de elite conhecido como TBD, além de outras frentes de IA, incluindo iniciativas de hardware, equipamentos físicos usados para computação. A Meta também ofereceu pacotes de centenas de milhões de dólares para atrair profissionais disputados do setor, segundo relatos anteriores.

O movimento ocorre em paralelo ao aumento dos gastos com infraestrutura. A Meta informou a investidores que espera gastar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões neste ano em chips, data centers e outros ativos, acima da previsão anterior, de US$ 115 bilhões a US$ 135 bilhões.

A companhia atribuiu a revisão à alta no custo de componentes e ao aumento de despesas com centros de dados. O crescimento desses gastos reforça a pressão para que os modelos da Meta se aproximem dos principais concorrentes em desempenho e adoção.

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