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Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 21 de julho de 2026 às 12h36.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), força militar do Irã, afirmou nesta terça-feira, 21, que sua Força Aeroespacial atingiu e "destruiu" a infraestrutura central de dados da Amazon no Bahrein, com o uso de vários mísseis de cruzeiro, segundo o site Euronews.
Em comunicado de seu escritório de relações públicas, a corporação afirmou ainda que sistemas de defesa aérea e instalações de radar dos Estados Unidos nas áreas bareinitas de Muharraq e Riffa também foram alvos do ataque.
Autoridades do Bahrein e dos Estados Unidos, assim como a Amazon, não responderam à alegação até a publicação desta reportagem. Não há confirmação independente de que os alvos tenham sido atingidos nem avaliação dos danos.
Os disparos relatados ocorrem no décimo dia consecutivo de confrontos militares diretos entre Irã e Estados Unidos, apesar dos esforços diplomáticos e da troca de mensagens entre os dois lados.
À medida que os Estados Unidos intensificaram os ataques contra a infraestrutura iraniana, Teerã passou a advertir que, se as ofensivas continuassem, atacaria instalações em países da região colocadas à disposição das forças americanas ou por elas utilizadas.
O presidente Donald Trump prometeu fazer o Irã pagar "muitas vezes mais" pelas mortes recentes de três soldados americanos na Jordânia e no Iraque.
No mesmo comunicado, o IRGC afirmou que a ação foi uma resposta ao que descreveu como a agressão militar americana, no dia anterior, contra instalações civis em construção em Darkhovin.
Em paralelo, a Missão Permanente do Irã junto às Organizações Internacionais em Viena divulgou nota pedindo que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenem o ataque à usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção.
A AIEA informou que analisa os relatos, mas ainda não apresentou avaliação independente sobre o episódio.