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MAM São Paulo reabre no Ibirapuera após dois anos de obras

Com investimento em infraestrutura, festa de gala com convites a R$ 6 mil e uma nova edição do Panorama da Arte Brasileira, instituição paulistana retoma atividades em setembro

MAM-SP: museu reabre após dois anos com modernização do espaço interno (Divulgação/MAM-SP)

MAM-SP: museu reabre após dois anos com modernização do espaço interno (Divulgação/MAM-SP)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 21 de julho de 2026 às 12h10.

Última atualização em 22 de julho de 2026 às 09h44.

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Após dois anos de portas fechadas, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) retoma as atividades com espaço reformulado em setembro. A agenda de reencontro com o público será dividida em dois momentos.

Em 18 de agosto, o museu sedia um jantar beneficente para arrecadar fundos. O evento terá pocket show de Marina Lima, cenografia de José Possi Neto e lançamento de uma obra inédita de Carmela Gross. Os ingressos custam R$ 6 mil, e a renda será revertida para a sustentabilidade da instituição.

A reabertura ao público geral acontece em 12 de setembro, ancorada pela 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira: "Depois que tudo foi dito". Sob curadoria de Diane Lima, a mostra investiga o impacto das pautas de reparação racial na arte contemporânea e trará uma instalação de Jota Mombaça na sala de vidro do museu.

O museu ficou dois anos fechado devido às obras de restauro na marquise do Parque Ibirapuera.

Infraestrutura renovada e mercado de arte

Apesar de manter o desenho original de Oscar Niemeyer e a adaptação interna de Lina Bo Bardi, o MAM passou por uma modernização técnica. O projeto trouxe melhorias na iluminação, acessibilidade ao auditório e deslocou a bilheteria para o lado de fora, para ampliar o saguão de entrada.

A nova fase também movimenta o mercado de arte com a edição de 2026 do Clube de Colecionadores, que oferecerá trabalhos de León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass por R$ 8 mil a apoiadores, segundo informações da Folha de São Paulo. A ação serve de esquenta para o início de 2027, quando o museu abrigará uma ampla exposição dedicada a León Ferrari com obras do seu período de exílio no Brasil.

O MAM foi fundado em 1948, pelo industrial e patrono das artes Ciccillo Matarazzo e por Yolanda Penteado. Nasceu inspirado no modelo do MoMA de Nova York, com o propósito de aproximar o público brasileiro da vanguarda artística internacional.

Inicialmente instalado no centro da capital paulista, na Rua Sete de Abril, o museu foi o berço de grandes marcos culturais do país. Foi o responsável direto pela criação da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, por exemplo.

Após uma reestruturação no final dos anos 1960, período em que parte da coleção original foi doada para a criação do MAC-USP, a instituição se refundou e encontrou o endereço atual, na marquise do Parque Ibirapuera, projetada por Oscar Niemeyer. Em 1982, a arquiteta Lina Bo Bardi adaptou o espaço para as necessidades do museu e criou a sala de vidro, que integra as galerias de exposição à natureza ao redor.

Hoje, o MAM preserva um dos acervos mais importantes do país, com mais de 5 mil obras que retratam a evolução da arte moderna e contemporânea brasileira. Os nomes vão de Tarsila do Amaral e Anita Malfatti a Volpi e Lygia Clark, e o espaço também abriga o Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx em 1993.

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