Inteligência Artificial

Interior de SP usa IA para registrar infrações e reduzir acidentes

Radares conseguem identificar uso de celular ao volante e motoristas sem cinto de segurança

Câmeras captam imagens mesmo com veículos em alta velocidade (Cesar Ogata/Fotos Públicas)

Câmeras captam imagens mesmo com veículos em alta velocidade (Cesar Ogata/Fotos Públicas)

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 11h49.

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, radares habilitados com inteligência artificial reduziram acidentes em 30%. A nova tecnologia é capaz de identificar motoristas que usam o celular e trafegam sem cinto de segurança.

Com adaptação, as câmeras conseguem identificar as infrações mesmo com o veículo a 300 km/h.

As rodovias de Ribeirão Preto foi uma das primeiras a aderir à tecnologia.

Resultados da IA nos radares no interior de São Paulo

Entre julho e novembro de 2025, mais de 20 mil infrações foram registradas no trecho de Ribeirão Preto que recebeu as novas câmeras.

Do total, mais de mil são referentes ao uso de celular no volante e cerca de 17 mil punem motoristas por não usarem cinto de segurança durante a condução.

A concessionária responsável pela operação apontou que a instalação dos novos radares reduziu os acidentes na via.

Para a gerente da concessionária, Ana Caetano, a queda é resultado da sensação de fiscalização constante que a IA gera nos motoristas que, consequentemente, ficam mais atentos para evitar multas.

Instalação no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, drones reforçam atuação dos radares.

O objetivo é monitorar e identificar motoristas que tentam burlar a fiscalização da Lei Seca.

Alguns condutores realizam manobras proibidas ou trocam de lugar no carro para tentar escapar do teste do bafômetro nas blitze policiais.

Validação humana no monitoramento

Apesar do processo automatizado de registro das infrações, às imagens passam por um crivo humano antes da multa ser aplicada ao motorista.

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fábio Rocha de Souza, explica que os agentes trabalham para garantir que não houve nenhum equívoco das máquinas.

O sistema de inteligência artificial é treinado com dados previamente selecionados que permitem a identificação de situações semelhantes as das imagens utilizadas.

Riscos do uso de celular no volante

O presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Antonio Meira, explica que, com velocidade de 80 km/h, ler uma mensagem pode resultar em 100 metros percorridos sem atenção.

Ele também comenta que os celulares causam três tipos de distração: manual, visual e cognitiva.

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