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IA pode elevar lucro global dos bancos a US$ 1,3 trilhão até 2030, diz estudo

Estudo do BCG aponta ganho com eficiência e redução de custos no setor bancário

 (Getty Images)

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Publicado em 27 de março de 2026 às 16h15.

Última atualização em 27 de março de 2026 às 16h22.

A inteligência artificial começa a redefinir a lógica de geração de valor no sistema financeiro global. Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) projeta que o lucro dos bancos pode saltar de US$ 900 bilhões, em 2024, para US$ 1,3 trilhão até 2030, impulsionado principalmente por ganhos de produtividade e redução estrutural de custos. 

O avanço coloca a tecnologia no centro da estratégia das instituições financeiras — inclusive no Brasil, onde o setor já apresenta alto nível de digitalização.

IA deve gerar US$ 370 bilhões adicionais por ano

De acordo com o levantamento, a adoção intensiva de inteligência artificial pode adicionar US$ 370 bilhões anuais ao lucro do setor bancário global. O principal vetor desse crescimento está na eficiência operacional.

O BCG estima que bancos mais avançados no uso da tecnologia — classificados como “AI First” — podem reduzir seus custos entre 30% e 40% ao longo dos próximos anos. Essa economia, segundo o estudo, tende a compensar pressões sobre receita causadas por maior concorrência e personalização de serviços.

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A lógica é que menos custo, mais escala e maior capacidade de resposta ao cliente.

Brasil avança, mas ainda não é 'AI First'

No Brasil, os grandes bancos já operam com alto nível de digitalização e uso intensivo de dados. Tecnologias de IA são amplamente aplicadas em áreas como análise de crédito, prevenção a fraudes e atendimento ao cliente.

Ainda assim, o estudo indica que o país não atingiu plenamente o estágio “AI First”, que exige uma reconfiguração completa do modelo operacional, com a inteligência artificial no centro das decisões e processos.

A transição, segundo o BCG, ainda deve levar alguns anos — tanto no Brasil quanto em mercados mais maduros.

O que muda para o mercado e para as carreiras

O avanço da inteligência artificial no setor bancário sinaliza uma transformação estrutural que vai além da tecnologia. Trata-se de uma mudança no modelo de negócio, na forma de competir e, principalmente, nas competências exigidas dos profissionais.

Em um cenário onde eficiência, dados e automação definem resultados, dominar inteligência artificial passa a ser essencial não apenas para áreas técnicas, mas para toda a cadeia de decisão dentro das organizações.

A tendência é que o setor financeiro funcione cada vez mais orientado por algoritmos — e que o diferencial humano esteja na capacidade de interpretar, supervisionar e direcionar essas decisões.

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